A importância do jogo corrido na final da AFC

Desde 2001, os Patriots já jogaram em 10 finais de AFC, sendo domingo a décima primeira participação e sexta seguida. E historicamente, o AFCCG não é um dos melhores momentos de Tom Brady.

A importância do jogo corrido na final da AFC

Em sua carreira, Brady tem 63,8% dos passes completados e em AFCCG, 61,3%. Não é uma diferença muito grande, mas seu QB rating vai de 97,2 para 80,7 (esses números podem variar de acordo com a equação usada). Além disso, Brady tem 12 TDs e 12 INTs nestas partidas, mostrando como seu desempenho cai e como os outros times também são bons.

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Quatro dos últimos cinco jogos foram contra as melhores defesas da NFL, explicando um pouco dessa queda, mas a falta de ajuda no ataque também impactou, principalmente em 2012, 2013 e 2015.

Com um ataque basicamente aéreo, os adversários não tinham que se preocupar com corridas, forçando Brady a lançar 148 vezes nestas três partidas. Em 2014, vimos Blount massacrando a DL dos Colts, e Brady com um rating acima de 100 (e não foi culpa das bolas vazias, já que ele melhorou no segundo tempo).

Em 2014 e 2004, o ataque teve grande desempenho de Blount e Corey Dillon, e este ano, Lewis deve ser uma arma “secreta”, trazendo mais equilíbrio para o ataque. Em 2011, com 36 passes e 31 corridas, Brady fez nenhum TD, mas os Patriots venceram o jogo.

Contra Broncos e Ravens, não tínhamos essa opção, e Brady precisou lançar 184 vezes, enquanto tentaram correr 92 vezes. Ano passado a OL sofreu muito com a DL dos Broncos e mesmo assim quase vencemos.

Este ano, além do bom desempenho de Blount, Lewis e White, a OL vem jogando bem e todos estão saudáveis. Fazer com que o jogo corrido encaixe, além de aliviar a pressão em Brady, deixa a defesa em xeque, abrindo espaços para um ataque mais criativo.

Não será um jogo tão fácil como 2014 nem tão difícil como 2015, mas precisamos de Brady no nível temporada regular e ataque terrestre funcionando, ou será uma longa noite em Foxborough.

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