Temos um problema psicológico em New England?

Vou me arriscar falar aqui de um assunto que pouco conheço e provavelmente posso falar algo errado. Mas depois desse jogo de sábado, ficou mais do que claro que os apagões são frequentes na equipe de New England, portanto vou falar mesmo assim!

Temos um problema psicológico em New England?

Sábado, em New England, vimos mais um jogo onde tudo ia bem, até termos o apagão em campo, mais uma vez.

O que acontece com esse elenco de 2016/2017 é estranho. Em termos técnicos, sabemos do potencial absurdo dos nossos jogadores.

Quando olhamos os nomes do ataque, vemos Tom Brady , Julian Edelman, Chris Hogan, Michael Floyd, Martellus Bennett, LeGarrette Blount, Dion Lewis, não dá para falar que falta potencial humano nesse time, sinceramente!

A defesa contra Houston teve um jogo bom, mas já vimos por mais de uma vez os apagões acontecerem nesse ano também, e não preciso nomear os jogadores aqui como fiz com o ataque para provar que temos bons jogadores.

Sem esquecer de Stephen Gostkowski, nosso tão confiável kicker, que passou por uma onda de erros inacreditáveis em 2016.

O que me faz acreditar que o maior problema do New England Patriots nesta temporada, seja o fator psicológico.

Repetimos diversas vezes que quando jogamos sério, com vontade e raça os 60 minutos, somos quase imbatíveis. Mas quando temos os apagões, viramos uma equipe comum, sem nada de incrível a se apresentar.

Excesso de confiança?

Muitos torcedores nos mandaram mensagens e perguntas durante o jogo no twitter falando que um possível excesso de confiança poderia estar causando isso.

Se tivéssemos visto esse problema apenas no sábado eu até concordaria, mas como falei acima, esse é um problema recorrente no elenco desta temporada.

Lembrem o jogo contra os Seahawks, onde parecia que ia ser até tranquilo, e um apagão geral mudou tudo.

Contra os Jets, em Nova Iorque, foi bem parecido, do nada, a equipe parou de fazer o que sabia e quase jogou fora a vitória.

Erros são o start

O que percebo é que a equipe vai bem até algum erro mais sério aparecer. Um turnover ou algo do tipo parece desencadear uma baixa psicológica em New England.

Contra Houston foi bem o que vimos, após a primeira interceptação de Brady e o fumble de Lewis no retorno, o ataque ficou irreconhecível e aceitou tudo o que a forte defesa do Texans quis fazer.


Não me leve a mal, sei muito bem que enfrentamos a melhor defesa da liga em jardas cedidas, que o front 7 deles é poderoso e que isso gera um jogo inferior ao ataque adversário.

Mas que esses apagões são recorrentes, isso são, e meu coração já não pode aguentar muito mais disso!

Quero ouvir a sua opinião torcedor Patriota, como você vê essa questão? E se tivermos algum leitor que seja psicólogo, deixe sua teoria embasada em estudos, pois a minha é apenas feita na paixão.

6 thoughts on “Temos um problema psicológico em New England?

  1. Talvez a cultura da vitoria que faz os Pats serem essa máquina faça com que qualquer erro seja tão absurdamente inaceitável. Precisa trabalhar isso.

  2. Não entendo como apagão, mas o medo de errar tira a vontade de vencer. Bill é muito rigoroso com erros o que pode levar o jogador a se retrair diante de falhas, justamente pelas consequências que virão.

    1. Acredito que essa preocupação com errar novamente seja um ponto bastante importante, especialmente ao vermos a repercussão que isso teve no locker room após a vitória, muito diferente do que se espera de um time que vai para a final da AFC, apesar de que para jogadores chaves como Brady, esse sentimento seja extremamente importante, pois ele não tem titularidade e emprego ameaçado caso tenha 5 interceptações no mesmo jogo, por exemplo. É lógico que, quando se chega lá constantemente (6ª vez seguida pros Pats), as expectativas são cada vez maiores e isso é natural, porém, temos vários jogadores titulares no elenco que não tem essa experiência como o caso do Hogan, do Bennet e companhia. A partir disso, poderíamos pensar em uma reação semelhante por parte da comissão técnica, ou seja, “já tivemos uma interceptação, já tivemos um fumble (e para ajudar, nesse caso estávamos vencendo), vamos jogar de modo mais conservador, evitando possíveis novos erros e segurar a vitória (se fosse futebol, chamaria de jogar na retranca). E aí tudo isso se soma com o que vimos lá em campo.

    2. Ahh e existe outro ponto importante a se destacar e MUITO pouco falado por ser difícil de se mensurar que é o plano de jogo tanto de ataque quanto de defesa. O próprio Brady disse que eles fizeram alguma coisas diferentes daquelas as quais eles esperaram/estudaram. Então além do fator individual (i.e. cada atleta) também existe o mérito de cada coordenador defensivo/ofensivo e decisões de head coaches durante a partida.
      Resumindo, o buraco é muuuuuuuuuito mais embaixo, na minha humilde opinião. hahaha

  3. Não acredito que isso é novidade no time de 2016, na minha opinião, no jogo mais relevante da temporada regular do ano passado, em Denver contra os Broncos, vencíamos no último período por 21 a 7, quando aconteceu o fumble do Chris Harper, daí foi só decepção, apagão completo, originando a primeira derrota da temporada e acarretando na final da AFC em Denver, tirando a chance de decidirmos em casa.

  4. Apesar dos erros desse jogo contra o texans, eu gostei de como a defesa se portou depois deles. Não vi a def apática, muito pelo contrário, nos manteve no jogo com vantagem cedendo o mínimo possível apesar do TD.
    Eu confio pq já vi isso acontecer com outros excelentes times, vide o Broncos do ano passado, a defesa mantinha o time no jogo e muitas vezes ganhava o jogo literalmente, mesmo após o ataque não fazer muita coisa!
    No ataque a questão de plano de jogo é o que me preocupa, quando não dá certo bota pressão nos jogadores para tirar dá cartola as jogadas ofensivas, daí muitos dos erros (exceto os fumbles de retorno q acho absurdo). Contra os texans claramente Brady forçou pq não tinha opções, ou por estar pressionado. Acho que aí é que falta o ajuste mais ágil. Contra times em que o plano de jogo funciona é o passeio que estamos acostumados. Abraço!

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