3 melhorias (possíveis) para os Patriots fazerem no elenco

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Embora as principais épocas (início da free agency e Draft) para reforçar o elenco já tenham passado, os Patriots ainda podem melhorar seu plantel efetuando algumas movimentações dentro da realidade orçamentária da equipe, ou seja, que caibam na folha salarial ou que exijam simples engenharias financeiras para abrir espaço no salary cap. Saiba agora quais movimentações seriam essas:

3 melhorias (possíveis) para os Patriots fazerem no elenco

1 – Dar um upgrade no interior da linha defensiva

Com os acontecimentos bombásticos que ocorreram na free agency dos Patriots, e a consequente pauta de quem seria o sucessor de Tom Brady dominando os noticiários, uma necessidade do time acabou sendo “esquecida”: a de melhorar o grupo de defensive tackles, que foi o calcanhar de Aquiles da defesa em 2019.

Apesar de Lawrence Guy e Adam Butler transmitirem confiança, além deles não há mais nenhuma certeza na posição. Beau Allen é a grande esperança para o setor, chegando com o status de substituto de Danny Shelton. Entretanto, mesmo que ele tenha um sólido desempenho, assim como Shelton teve em 2019, ainda assim o setor necessitará de mais um nome de qualidade para ajudar na rotação, algo que faltou em 2019.

A resposta pode, sim, ser caseira, e o segundanista Byron Cowart é o principal candidato para tanto, seguido de Nick Thurman, que passou 2019 no practice squad, e dos dois free agents não draftados contratados. Contudo, olhando o mercado de agentes livres, há alguns nomes que chamam a atenção e podem ser bem úteis para os Patriots.

Damoun Harrison e Mike Daniels, ambos ex-Lions, sem dúvida são as melhores opções disponíveis, mas não são tão viáveis devido aos seus valores de mercado, incompatíveis com a realidade de New England. Portanto, nomes mais acessíveis como os veteranos Marcell Dareus, ex-Jaguars, Corey Liuget, ex-Bills, e Sylvester Williams, ex-Chargers, seriam opções interessantes e de custo não elevado, valendo o risco.

Buffalo Bills defensive tackle Marcell Dareus is a generational ...
Antes de ir para os Jaguars, Dareus começou sua carreira nos Bills, já estando portanto familiarizado com a AFC East.

2 – Adicionar experiência à linha ofensiva

Saber se antecipar aos possíveis obstáculos que aparecerão ao longo da temporada é essencial para cada time, e isso faltou aos Patriots na temporada passada com o grupo de linha ofensiva.

As aposentadorias surpresas de Jared Veldheer e Brian Schwenke deixaram New England sem nenhum reserva experiente no elenco, e com as lesões de Yodny Cajuste e Hjalte Froholdt o time teve que ir desesperado ao mercado de trocas às vésperas do início da temporada, fechando três negócios que não renderam frutos em 2019.

Para piorar, o tackle Isaiah Wynn se contundiu no início da temporada, obrigando novamente New England a procurar alguém no mercado, desta vez, o free agent Marshall Newhouse, que teve um desempenho muito fraco.

Embora para esse ano os Pats possuam mais profundidade no setor, a maioria dos reservas nunca jogou sequer um snap como profissional, além de que os dois reservas imediatos (Cajuste para os tackles e Froholdt no interior da linha) estão voltando de lesão. Apenas Korey Cunningham e Jermaine Eluemunor possuem uma certa experiência, mas ambos quase não foram aproveitados em 2019, mesmo com o time em apuros na posição.

Diante desse cenário, seria prudente que os Patriots adicionassem jogadores mais rodados e experientes ao grupo de OLs. Dois nomes interessantes seriam, inclusive, velhos conhecidos: LaAdrian Waddle e Josh Kline. O primeiro se mostrou um sólido swing tackle em sua passagem de três anos por New England, e está em baixa no mercado por ter perdido toda a temporada passada lesionado.

Já o segundo evoluiu bastante desde que saiu dos Pats em 2016, e apesar de guard ser sua posição primária, ele também pode atuar como center, o que o tornaria um valioso e necessário reserva para David Andrews. Possivelmente, Kline não aceitaria um salário mínimo de veterano, diferente de Waddle, mas com opções melhores que ele ainda disponíveis no mercado, seu valor consequentemente não está elevado, tornando viável a contratação.

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Josh Kline em ação durante sua primeira passagem pelos Patriots, de 2013 a 2015.

3 – Assinar com um kicker veterano para fazer sombra a Justin Rohrwasser

Sim, os Patriots selecionaram um kicker no Draft deste ano e tudo indica que ele será o substituto de Stephen Gostkowski. Mas que mal faria levar um pouco de competitividade ao training camp (se tiver)? Pois é, nada, ainda mais por se tratar de uma posição de baixo custo no mercado.

Em 2019, New England, com a lesão de Gostkowski, teve mais kickers diferentes em três meses do que no restante do século todo, o que evidencia o quão difícil é ter um chutador confiável, além da importância de ter um plano B definido.

Destarte, uma sombra a Rohrwasser seria um seguro necessário, além de não deixá-lo confortável pensando que a vaga já é sua, e com isso se acomodar. Um nome disponível para se considerar é Nick Folk, que encerrou 2019 como dono da posição nos Patriots. Ryan Succop e Cairo Santos são outros free agents para monitorar.

Por fim, vale ressaltar que agora dois jogadores veteranos poderão fazer parte do practice squad, corroborando ainda mais com a ideia de contratar outro kicker e tê-lo disponível para uma eventual emergência.

NFL notebook: Folk re-signs Patriots just over a week after ...
Um possível retorno de Nick Folk seria uma movimentação a considerar.

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