A audiência não foi boa para Tom Brady

Na audiência da última quinta, os advogados de Tom Brady e da NFL fizeram alegações perante os três juízes que apreciarão o recurso da liga e foram questionados sobre pontos que os magistrados consideraram importantes.

Desta vez, diversamente do que aconteceu na primeira instância, o lado de Brady foi claramente mais pressionado, e os juízes deixaram a clara impressão de que pendem para o lado da NFL.

A audiência não foi boa para Tom Brady

Como aconteceu na primeira instância, sob o comando do juiz Berman, ambos os lados foram questionados sobre pontos controversos de suas alegações. No entanto, dois dos três juízes claramente demonstraram que não são muito favoráveis às argumentações de Jeff Kessler, advogado de Tom Brady e da NFLPA.

Um dos principais pontos de foco dos juízes foi a questão do celular destruído por Brady. Kessler foi questionado sobre a destruição e um dos juízes foi claro ao dizer que isso não favorece em nada Brady, que a explicação do motivo pelo qual o celular teria sido destruído não faria sentido.

Essa indagação sobre o celular vai de encontro ao que deveria ser o objeto dessa fase do processo. Aqui, apenas os fundamentos utilizados pelo juiz Berman, que entendeu que a NFL não foi justa no procedimento que culminou com a suspensão de Brady, deveriam ser analisados.

No entanto, os juízes se apegaram a fatos, como o caso do celular.

Outro ponto contrário a Brady foi o fato de um dos juízes ter afirmado que havia evidências claras de que houve manipulação das bolas (mais um que ignora a Lei do Gás Ideal e os efeitos da temperatura sobre a pressão das bolas).

O advogado da NFL também foi questionado, embora com menos ênfase. Os juízes questionaram, por exemplo, o fato de Goodell, ao apreciar o primeiro recurso de Brady ainda no procedimento administrativo da NFL, ter utilizado fatos novos para manter a punição feita pela liga.

Os magistrados também questionaram se o nível de PSI das bolas seria assim tão relevante quanto alega a NFL. Além disso, tocaram num dos pontos-chave da defesa de Brady, perguntando se a NFL não deveria ter avisado a Brady que não ceder o celular poderia acarretar punições.

Finda a audiência, é cedo para garantir qual será o veredito dos juízes. Porém, não há como negar que dois dos três juízes deram a entender que decidirão em favor da NFL.

Devem então os Patriots começar a se preparar para ter Jimmy Garoppolo como quarterback titular nos 4 primeiros jogos da temporada 2016? Ainda não.

Especialistas legais dos Estados Unidos dizem que, ainda que aparentemente os juízes tenham favorecido a liga, não é possível antecipar qual será a decisão (que pode demorar meses a ser divulgada).

Além disso, ainda que a NFL consiga que o caso seja decidido em seu favor, não será o fim da linha para a defesa de Tom Brady. O jogador e seu advogado ainda terão vários cursos de ação disponíveis caso saiam derrotados nessa fase.

Então, mesmo que a audiência não tenha saído como esperado para o “Team Brady”, há ainda grandes chances de que Brady seja o quarterback titular dos Patriots no início da temporada 2016.

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Este post tem um comentário

  1. Essa é a NFL “padrão FIFA” : manobras obscuras para se manter no poder a qualquer preço, mesmo que seja preciso atacar o melhor QB da liga.

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