A nova ordem é o “pass rush”

Quem acompanha o New England Patriots há pouco tempo deve ter percebido que uma área é constantemente criticada no time: o “pass rush”, ou seja, a pressão no quarterback adversário para sacá-lo ou força-lo a tomar más decisões.

Nas últimas temporadas, os Patriots ficaram sempre entre as piores equipes da NFL no tocante à defesa contra o passe: 32ª em 2010, 28º em 2011, 22ª em 2012 e 26ª em 2013.

Como sabemos, o “front 7” e a secundária são setores complementares. Um bom “front 7” apressa o quarterback adversário, ajudando a secundária. Já uma secundária de elite consegue marcar os recebedores por mais tempo, dando tempo aos jogadores de frente para pressionar os quarterbacks.

Em 2014 aconteceu o último caso. As adições de Darrelle Revis e Brandon Browner deram um upgrade considerável na secundária, e a defesa dos Patriots melhorou, terminando a temporada como a 16ª contra o passe.

Aparentemente essa relação entre secundária e “front 7” está para se inverter em New England, pois o time vem claramente focando no pass rush nos últimos drafts.

No Draft 2014, os Patriots selecionaram na primeira rodada o defensive tackle Dominique Easley. Apesar de jogar preferencialmente no meio da linha defensiva, Easley não tem como seu principal talento fechar os gaps para impedir corridas, mas pressionar o quarterback pelo interior da linha.

Easley - Pass Rush
Dominique Easley é explosivo, promete ajudar o pass rush pelo interior da linha defensiva.

O padrão continuou em 2015, e Bill Belichick selecionou no último draft nada menos que 3 defensive ends e 1 defensive tackle, o first rounder Malcom Brown.

Malcom Brown é principalmente um “run stopper”, ainda que tenha capacidade para o “pass rush”. No entanto, assim como acontecia com Vince Wilfork, as linhas ofensivas adversárias provavelmente vão precisar dedicar dois jogadores a bloquear Brown, deixando espaços no mano-a-mano para os outros jogadores da linha defensiva dos Patriots.

Aí, entram em jogo os novos selecionados Geneo Grissom, Trey Flowers e Xzavier Dickson. Esses jogadores combinaram para 18,5 sacks em seu último ano no college, e possuem atleticismo para cumprir as exigências de Bill Belichick para a posição.

Além dos jogadores citados, adicione-se Zack Moore e Jake Bequette, que já se encontram no elenco.

Por fim, não podemos esquecer os titulares Rob Ninkovich e Chandler Jones, jogadores de altíssima qualidade, bem como o recém contratado Jabaal Sheard, ex-Browns.

Pass rush dos Patriots
O “pass rush” é fundamental para vencer grandes quarterbacks.

Assim, as perdas de Revis e Browner pela secundária podem estar sendo cobertas por Belichick não no mesmo setor, mas em um setor complementar. Talvez por ter consciência de que os cornerbacks do elenco não possuem a força de Revis e Browner, e diante da dificuldade de conseguir jogadores que a possuam, BB resolveu reforçar um setor que, se for bem, pode compensar possíveis deficiências na cobertura.

É importante lembrar que não é fácil jogar de defensive end ou outside linebacker sobre a tutela de Belichick. O treinador dos Patriots não exige desses jogadores apenas que persigam o quarterback, mas cobra compromisso em manter as extremidades da linha defensiva contra o jogo terrestre e contra quarterbacks de mobilidade, cada vez mais comuns na NFL.

Não obstante, o training camp 2015 promete uma competição acirrada pelas vagas de defensive end/outside linebacker, e com jogadores de qualidade brigando por posições, quem só tem a ganhar é o New England Patriots.

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