Analisando os problemas de Cam Newton – parte 3/3

Cam Newton

Encerramos hoje nossa série sobre os principais problemas que estão atrapalhando o desempenho de Cam Newton na temporada 2020.

Após falarmos da falta de sintonia com Julian Edelman e de questões relacionadas a tendências e mecânicas, é hora de tratarmos do casamento de Newton com a filosofia de ataque de New England.

Analisando os problemas de Cam Newton – parte 3/3

Bill Belichick é famoso, entre inúmeras coisas, por extrair o melhor de seus atletas, colocando cada jogador na melhor posição possível para que suas principais características se destaquem.

Quando Cam Newton foi contratado, muito se falou que o playbook ofensivo de New England seria completamente refeito. Não foi isso, entretanto, o que vimos até aqui.

Por mais que tenhamos visto jogadas adaptadas às forças de Cam, como corridas desenhadas para o quarterback e jogadas de read-option, alguns fundamentos ofensivos utilizados pelos Pats na última década continuam em vigor.

Cam Newton e a filosofia ofensiva dos Patriots

O jogo de passe dos Patriots, desde a época de Tom Brady, é focado em posicionamento e antecipação.

Os recebedores precisam ler a defesa adversária da mesma forma que o quarterback e se posicionarem; já o quarterback precisa antecipar o posicionamento dos alvos e lançar a bola no momento exato.

O que temos visto até aqui é que Cam tem demorado demais para lançar a bola. Em grande parte dos casos, as rotas utilizadas pelos recebedores exigem que a bola saia do passador no momento exato, para que o recebedor, ao cortar ou virar, já tenha a bola se aproximando.

Cam Newton tem falhado nessa antecipação. Historicamente, Newton é um quarterback que lança passes diretos, com linhas de passes relativamente claras.

As rotas desenvolvidas pelos Patriots muitas vezes exigem que o passe saia das mãos do quarterback no momento do corte do recebedor, antes que este chegue ao final da rota, e a hesitação de Newton nessas jogadas tem facilitado o trabalho das defesas adversárias.

É notório que os Patriots não possuem o grupo de recebedores mais talentoso do mundo, longe disso. Mas Josh McDaniels tem conseguido, através de esquemas, criar separação e recebedores livres em várias oportunidades.

No entanto, a bola demora demais a sair das mãos de Cam, e a abertura criada pela jogada se dissolve.

Na jogada acima, três recebedores estão livres, mas Cam demore demais pra soltar a bola e acaba jogando a bola fora.

Como outro exemplo, vemos acima N’Keal Harry completamente livre, mas totalmente ignorado por Newton.

Vimos isso também, claramente, em um lance que inclusive foi um passe completo para Jakobi Meyers. Caso Cam Newton tivesse lançado o passe antecipando a rota, Meyers teria recebido a bola em liberdade e conseguido jardas depois da recepção. Ao invés disso, a demora no passe fez com que o WR tivesse que fazer uma recepção com o safety dos 49ers já fechando, impossibilitando jardas depois da recepção.

A exemplo dos problemas tratados nos posts anteriores, treinamento pode fazer com que Cam melhore nessa antecipação. No entanto, o histórico do quarterback em sua carreira não nos anima nesse sentido.

Seria o caso de alterar completamente o modo como o jogo de passe dos Patriots funciona para se adequar às forças de Cam Newton? Deixe sua opinião.


Foto de capa de autoria de David Butler II-USA TODAY Sports.

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