Ataque dos Pats é bom, mas pode render muito mais

Pats

Com uma média de 28 pontos por jogo, o ataque dos Pats é o quarto maior pontuador da NFL em 2018. Contudo, apesar da boa estatística, o sentimento que fica ao acompanhar uma partida da equipe é de que esse setor pode render muito mais.

Abaixo, analisamos dois possíveis combustíveis para que essa unidade evolua o esperado. Confira:

Ataque dos Pats é bom, mas pode render muito mais

Ter o departamento médico esvaziado

Possivelmente essa questão se enquadra em todos os times da liga, já que é quase impossível ter um elenco 100% saudável depois de 10 semanas jogadas. Entretanto, os Pats – desde o início da temporada – vêm lidando com contusões que freiam o desenvolvimento da equipe.

Dos oito recebedores do time (WRs + TEs), apenas Phillip Dorsett ainda não apareceu no injury report em 2018. Dentre os listados, Rob Gronkowski e Jacob Hollister foram os mais afetados com as lesões, perdendo partidas. Atualmente, além de Gronk, Julian Edelman (tornozelo) e Dwayne Allen (joelho) também estão contundidos, após saírem mais cedo na derrota para os Titans. Enquanto o primeiro não preocupa, o segundo deverá ficar de fora de algumas semanas.

No backfield, a situação é ainda pior. Jeremy Hill (rompeu os ligamentos do joelho) já está fora da temporada, e Rex Burkhead (pescoço) está na IR e só poderá voltar a partir da semana 13. Somado a isso, Sony Michel não está completamente recuperado da lesão no joelho que o fez perder toda a pré-temporada e três jogos da temporada regular. Portanto, só James White está saudável.

Por fim, mas não menos importante, a linha ofensiva. A OL dos Pats também está lidando com contusões desde o início do ano. Primeiro, o RT titular Marcus Cannon se ausentou devido a sua panturrilha e também por conta de uma concussão que sofreu. Quando voltou, foi a vez de Shaq Mason, melhor jogador do grupo, lesionar a panturrilha e não entrar em campo nas últimas duas semanas. Agora, o LT Trent Brown saiu contundido nas costas contra os Titans, mas as informações iniciais são de que não há nada grave. Vale também relembrar que o calouro Isaiah Wynn está fora da temporada com uma ruptura do tendão de Aquiles.

Sendo assim, o ataque dos Patriots está visivelmente impactado com as diversas baixas sofridas. Seria muito otimista esperar que todos os lesionados fiquem 100% prontos para o decorrer do ano, porém caso as peças mais importantes – como Gronk, Mason e Edelman – estejam saudáveis, já ajudará e muito a vida de Tom Brady.

Espalhar mais a bola

Falando no G.O.A.T, essa análise está diretamente ligada a ele. É notório que Tom não está vivendo a melhor fase de sua carreira, não estando nem perto do MVP da temporada passada. Um de seus maiores problemas, por incrível que pareça, vem sendo nas blitzes, onde está avaliado como o pior quarterback da liga, o que sempre foi uma de suas principais qualidades.

Mesmo com 41 anos, a idade não parece ser um empecilho para Brady, que recentemente deu entrevista dizendo que seu corpo está bem, apesar do número de sacks e hits sofridos ter aumentado nas últimas rodadas. Entretanto, é fato que ele não está se sentindo confortável no pocket como antes, e já lançou diversos throwouts durante a temporada.

Com certeza, TB12 não está satisfeito com seu desempenho, e ele mesmo já evidenciou um ponto que precisa melhorar: espalhar mais seus passes entre os recebedores. Embora New England possua 5 WRs no elenco, Brady ultimamente só tem olhado para Julian Edelman (sua bola de segurança) e Josh Gordon. Chris Hogan, que foi bastante produtivo em 2016 e 2017, está esquecido, já Phillip Dorsett e Cordarrelle Patterson recebem poucas chances (e quando entram, participam bem do jogo).

Na jogada de 4&6 contra os Titans, que selou a derrota dos Patriots, por exemplo, ficou evidente a “neura” de Brady atrás de seu alvo de confiança. Apesar de Hogan ter vencido Malcolm Butler e ficado livre, Tom não olhou para ele e lançou para Edelman.

Em algumas jogadas antes, o mesmo se repetiu: Hogan se livrou do cornerback, mas Brady não o viu e preferiu lançar para Josh Gordon, que estava bem marcado. Resultado final: dois passes desviados.

Veja:

Em entrevista à rádio WEEI, TB12 reconheceu seu erro:

“Na jogada de quarta descida no fim do jogo, quando Logan [Ryan] tomou a frente de Julian, Chris correu uma ótima rota e venceu Malcolm. Eu tive a chance de lançar para ele na sideline, mas estava meio focado em Julian.”

E complementou:

“Eu tenho que achar uma maneira de dar a bola para todo mundo. Quando todos estão participando, acho que nosso ataque é difícil de parar. Isso certamente será algo que vou tentar focar e garantir que todo mundo esteja recebendo os olhares que merecem.”

Dessa forma, é inegável que Brady já está ciente do que tem que melhorar. O quarterback dos Pats já deu a volta por cima durante praticamente toda a sua carreira, e, com certeza, se esforçará o máximo para evoluir agora também.

Em suma

Logo, dos dois combustíveis apresentados, é bem provável que Tom consiga desempenhar melhor nesta reta final de temporada regular e chegue voando nos playoffs. A confiança que temos nele é gigante. No que tange às lesões, resta-nos torcer para elas cessarem, e se for necessário, poupar alguma peça até a pós-temporada. Com Brady sendo Brady e jogadores saudáveis, somado às atuações de James White, o ataque dos Patriots tem tudo para ser um dos melhores da NFL.

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