O que explica o baixo retorno nas trocas de ótimos jogadores?

Os Patriots costumam ser cautelosos em suas movimentações. Mas o que explica o baixo retorno nas trocas de ótimos jogadores que até pouco tempo vestiam a camisa dos Patriots?

O que explica o baixo retorno nas trocas de ótimos jogadores?

Nos últimos anos, os Pats não demonstram conseguir bons valores em trocas de seus jogadores para outros times. Vamos dar uma olhada nas trocas e fazer uma reflexão sobre:

2016 – DE Chandler Jones por G Jonathan Cooper e uma escolha de segunda rodada

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Jones deixou New England e teve sua melhor temporada da carreira em 2017.

Chandler Jones foi draftado na 1ª rodada do draft de 2012 pelos Patriots e jogou em New England por 4 temporadas. Somou 35 sacks no período e foi campeão do Super Bowl XLIX. Sua troca envolveu uma escolha de 2ª rodada e o G Jonathan Cooper.

Jonathan sofreu uma lesão no training camp de 2016, ficou inativo nos quatro primeiros jogos da temporada e o foi cortado em outubro. Não jogou nenhum jogo pelos Patriots.

A escolha de 2ª rodada virou um trade down com os Saints por mais duas escolhas no draft de 2016.

2016 – Uma escolha condicional de terceira rodada pelo LB Jamie Collins

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Collins foi trocado do melhor para o pior time na época.

Jamie Collins foi draftado na 2ª rodada do draft de 2013 pelos Pats e vestiu a camisa durante 4 temporadas. Um dos melhores OLB enquanto jogador dos Patriots, Collins foi trocado por uma escolha de terceira rodada com os Browns.

A escolha recebida foi envolvida em trade downs no draft de 2017.

2017 – QB Jimmy Garoppolo por uma escolha de 2ª rodada

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Garoppolo foi muito bem enquanto esteve nos Patriots.

Jimmy G. foi escolhido na 2ª rodada do draft de 2014. Jogou enquanto Brady esteve suspenso e foi muito bem, com 4 TDs, 0 INTs e um rating de 113,3. Garoppolo se desenvolveu muito enquanto esteve em Foxborough, mas isso não foi o suficiente para os Pats apenas recuperarem seu investimento com uma escolha de 2ª rodada dos 49ers.

O que isso significa?

Todos compartilham algo em comum: estavam em destaque no último ano de contrato de novato. E todos obtiveram salários recordes de suas posições nas novas equipes. Chandler em Arizona, Collins em Cleveland e Garoppolo em São Francisco.

E mesmo com a saída desses jogadores e o baixo retorno nas trocas, a equipe continua competitiva. Recebeu nessas três trocas apenas duas escolhas de 2ª e uma de 3ª. E continua disputando finais de AFC e Super Bowls.

Caso um jogador queira permanecer nos Patriots sendo o mais bem pago da sua posição logo depois do contrato de rookie, Belichick não verá problema nenhum em trocá-lo por uma barganha e readaptar seu espaço.

Sem loucuras por jogador nenhum. Exemplo claríssimo da filosofia “next man up”!


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Este post tem 11 comentários

  1. Discordo da ideia geral. Os três casos foram bem diferentes. Chandler Jones foi trocado em um ano que o New England precisaria renovar o contrato de vários jogadores de destaque na defesa e não tinha como segurar todos. Ele teve um episódio que que teria consumido maconha sintética que, provavelmente, contribuiu para a troca.
    Jamie Collins tb foi trocado por questões internas, falaram muito de descumprimento de ordens defensivas na época.
    E Garoppolo é um caso muito mal explicado, pela forma em que ocorreu e pelo baixo valor de retorno em uma posição cobiçadíssima na liga.
    O que há em comum entre os três casos? Apenas o baixo retorno nas trocas.
    Acho que Belichick mandou mal nessas trocas. Jimmy G valeria muito mais que uma 2nd round pick. Desde que Chandler Jones saiu o pass rush do time caiu muito. E o corpo de LBs tá bem instável. A temporada de 2017 foi uma piada.
    Quer adotar a filosofia “next man up”? Beleza. Mas dá pra conseguir coisa melhor nessas trocas. E prestar atenção em quem é o “next man”.
    Um Super Bowl foi jogado no lixo pela pior performance defensiva da história da final.

    1. Jogou um Super Bowl “no lixo”, Ganhou 5.

      Ainda prefiro a filosofia do Bill Belichick.

      1. o cara é só o GOAT mas é o amigo ali que começou a assistir futebol americano ano passado que ta certo kkkkkkkk

    2. Acho exagerado dizer: “a temporada de 2017 foi uma piada.”
      Tivemos problemas? Claro. A defesa foi mal no SB? Muito. A culpa foi do Bill Belichick? Muito provavelmente. Mas apesar disso tivemos a melhor campanha da AFC e mais um SB disputado com chances reais de vitória. Tudo isso por mérito dele é do Brady. Sem Bill nada disso seria possível. Todos os times da ligam pagariam milhões por essa “piada”
      Não é questão de clubismo: “meu time é o melhor independente de qualquer coisa.” Mas os resultados mostram que a filosofia funciona. Isso é incontestável. As vezes ele erra? Óbvio. Essas trocas foram aparentemente “ruins” mas como você mesmo disse todas tinham motivos bem validos e o time continuou ganhando. Até no caso do Jimmy G, ele valeria mais porém era isso ou esperar acabar a temporada e ficar sem nada. O que pode ser contestado é a circunstância da troca, isso diminui o que algum time pagaria por ele, no final das contas o valor real de um jodador é aquele que um time está disposto a pagar. Outros HCs e GMs também erram, a diferença é que não ganham Super Bowls. Clênio resumiu muito bem o assunto.

  2. Calma, galera, ninguém tá dizendo que uncle Bill é fraco. Mas o fato de ele ser, provavelmente, o melhor HC da história não o isenta de falhas.

    Primeiro: Clenio, ganhar 5 Super Bowls é ótimo. Ganhar 6 é melhor. Não é pq ganhou 5 que ele não deve ser criticado por uma decisão estúpida (botar Butler no banco, embora seja outro assunto). Concordo com vc quanto à filosofia dele. O cara é um monstro. Mas qq um comete erros. E acho que faz parte da filosofia que ele implantou nos Pats a crítica, seja contra quem for.
    Segundo: Fábio, o que defini como piada não é a temporada do time. Longe disso. Chegar no SB não é pra qq um. A piada foi o pass rush. Isso foi criticadíssimo durante todo o ano.
    Terceiro: veja o que eu falei sobre as trocas. Discordo da ideia geral do texto. Pq o texto meio que iguala as situações e releva a evidente piora na defesa do time. É fato que a produção dos substitutos não foi nem perto dos substituídos. Bill mandou mal na minha opinião no caso de Chandler e Jimmy G. Mas, sobre esse último, há talvez outras questões envolvidas. A principal bronca na troca de Jimmy G foi a época. No fim do prazo, dificulta demais conseguir uma troca melhor. E, obviamente, não havia sido planejada com antecedência. Se fosse, não teriam trocado Brissett.

    1. Agora entendi seu raciocínio, lendo novamente seu comentário e agora com esse outro ponto que você colou ficou bem claro. E concordo plenamente, o pass rush foi muito mal o ano todo, acho que não teve um podcast que não falou disso. O que dói mais é que nos dois jogos da pós-temporada a linha defensiva reagiu monstruosamente e deu muita esperança pro SB, então aconteceu aquela atuação torturante. Temos que reforçar isso urgentemente.
      Desculpe se de alguma maneira pareci desrespeitoso com sua opinião. Mesmo que você odiasse o tio Bill, teria todo o direito. E nem é esse o caso, você obviamente estava discordando do raciocínio na matéria, não da filosofia dele em sí. O que concordo com você, essas trocas não aconteceram necessariamente por conta do “next man up” e poderiam ser mais bem conduzidas. E pra ser sincero, o Bill tem uns erros bem marcantes na carreira mas o histórico vencedor ameniza bastante a opnião geral sobre ele. Aí pareceu que falou mal do tio Bill a galera já da uma exaltada (me incluindo kkk).
      Mas acho legal essa resenha entre nós leitores aqui no site. Acho que esse é ponto forte dessa plaaforma gerar essa troca de ideias e união entre nós torcedores, não polarizar ou dividir.
      Abraço e Go Pats!

  3. Sem bronca, cara, é um espaço de discussão. A intenção é sempre a troca de ideia e interação. E, como torcedores dos Pats, não ficamos satisfeitos com qq coisa, né?
    Acho que um ponto que merece discussão é o resultado dos últimos drafts. Muitas decisões estranhas. Num dos podcasts o Felipe disse que faria um post sobre isso. Acho que merece uma análise bem detalhada.

    1. Relamente, muita decisões obscuras nos últimos drafts…. Fica aqui o clamor popular pro Felipe desvendar esse mistério pra nós!!

      1. “Missão Impossível 12: Felipe que se vire” hahahah

        1. hahahahahahha
          Na expectativa!

  4. Perdoem os erros de digitação. Só vi depois de publicado.

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