Belichick às vezes brinca com fogo

É muito difícil criticar Bill Belichick. Ele é um dos técnicos mais vitoriosos da história da NFL, e se igualou a lendas do passado em uma época de salary cap, em que suas conquistas são ainda mais impressionantes.

No entanto, há momentos em que, mesmo sem qualquer pretensão de chegar perto do conhecimento dele de como treinar uma equipe, é difícil entendê-lo.

Bill Belichick às vezes brinca com fogo

Jogo 33 x 16 para os Patriots, faltando menos de 2 minutos, vitória garantida, e Bill Belichick deixa Brady, Gronk, LaFell (entre outros) em campo. Para piorar, Gronk bloqueando para corridas. Já imaginaram o que aconteceria se um jogador da linha ofensiva caísse sobre o joelho dele?

Brady e Gronk são os únicos jogadores cuja ausência transformaria o ataque dos Patriots de potência a ataque comum. Qual a necessidade de colocá-los em campo com o jogo já resolvido?

É sabido que Belichick gere os Patriots com uma ideologia de que todos são iguais, de que nenhum jogador deve receber tratamento diferenciado dos demais.

No entanto, quando colocamos essa decisão na balança, avaliando os prós e contras de se utilizar jogadores tão importantes em momentos em que os jogos já estão definidos, fica difícil defender Belichick.

Lembram de Gronk bloqueando extra point em um jogo já definido contra os Colts em 2012? Do quanto aquela lesão prejudicou nosso ataque nos playoffs?

Belichick
Gronk sofreu fratura no braço em 2012 ao bloquear em um extra point.

Neste ano já tivemos exemplos disso. Ainda na pré-temporada, nosso fullback titular James Develin ficou em campo até boa parte do último quarto de uma das partidas, quando sofreu fratura que o impediu de jogar a temporada. Perdemos um titular por deixá-lo em campo em um jogo absolutamente sem valor.

Outro exemplo mais recente? Dont’a Hightower, voltando de lesão no joelho que o afastou de vários jogos, permaneceu em campo contra os Titans no último domingo. Com isso, sentiu novamente a lesão e, até o momento em que esse texto é escrito, não há notícias sobre a gravidade.

Sim, é certo que lesões fazem parte do esporte e que podem ocorrer mesmo nos treinos. No entanto, não há razão que justifique deixar jogadores imprescindíveis para o futuro do time em campo quando o jogo já foi decidido.

Nesses casos, ainda que seja sem dúvidas um gênio do football, Bill Belichick às vezes exagera na forma como impõe sua filosofia.

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Este post tem 2 comentários

  1. O Problema é que o Belichick é teimoso pra algumas coisas. Esse é um exemplo.

  2. É complicada essa análise. Recentemente vi uma matéria que fala de toda essa vontade de Tom Brady. Ele diz que Bill é imprevisível e que se ele não se empenhar todos os dias corre o risco de não jogar. Então tudo isso pesa. Se um dos maiores quarterbacks da história tem esse medo, imagine os outros jogadores. Sei que é um risco, mas muitas vezes parte do próprio jogador a vontade de permanecer em campo. Isso faz um time campeão. E também os reservas que entram se empenham muito mais para permanecer em uma equipe vitoriosa.

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