Tom Brady precisa olhar mais para Chris Hogan

Chris Hogan

O ataque aéreo dos Patriots em 2018 é um dos piores da história recente da equipe, mesmo contando com alvos do nível de Julian Edelman, Rob Gronkowski e Chris Hogan.

Hogan, jogador que se mostrou uma bela contratação após fazer boas temporadas em 2016 e 2017, tem sido bastante discreto este ano.

Por que Chris não tem conseguido contribuir satisfatoriamente em um ataque carente de playmakers?

Tom Brady precisa olhar mais para Chris Hogan

Chris Hogan foi contratado em 2016 sob a expectativa de que seria um jogador trabalhador, dedicado, e que poderia ajudar os Patriots como wide receiver e special teamer.

O recebedor rapidamente mostrou sintonia com Tom Brady, e passou a contribuir para o ataque que disputaria dois Super Bowls, vencendo um deles.

Em seu terceiro ano em New England, a queda de rendimento de Hogan é visível. Mesmo com tempo em campo, principalmente com a saída de Josh Gordon e o esquecimento de Phillip Dorsett, Chris não vem conseguindo se mostrar em campo.

Os números

Como dissemos, Hogan se mostrou produtivo em suas duas primeiras temporadas nos Pats:

2016

38 recepções, 680 jardas e 4 TDs.

2017 (só jogou 9 partidas)

34 recepções, 439 jardas e 5 TDs.

2018 (com 1 jogo a disputar)

29 recepções, 468 jardas e 3 TDs.

Um dos fatores que mais destacam a queda de desempenho do camisa #15 é o número de “targets”, ou seja, passes lançados na direção do jogador.

Em 2016, Chris teve 57 targets em 15 jogos (média de 3,8 targets por jogo). Já em 2017 foram 59 targets em 9 jogos (média de 6,5 targets por jogo).

Este ano, a queda foi evidente, em 15 jogos, Hogan teve um total de 44 targets, o que dá uma média de 2,9 targets por jogo, a pior de sua passagem por New England.

Na última partida, contra o Buffalo Bills, Hogan saiu de campo sem nenhum target. Mesmo sendo o receiver com mais snaps ofensivos, Brady não lançou nenhuma bola na direção do camisa #15.

Sobre a falta de bolas contra os Bills, Chris disse:

“Você quer ir lá e fazer o melhor para o time e ajudar seu time a mover a bola, fazer jogadas, ajudar seu time a ganhar jogos. Esta liga é sobre oportunidade, e quando você recebe a oportunidade, você precisa aproveitar.”

Em toda a NFL, 39 recebedores tiveram pelo menos 700 snaps ofensivos em 2018. Deles, Chris é o que possui o menor número de targets.

Qual seria o motivo de tão poucos targets?

Constatada a queda no número de bolas lançadas na direção de Chris Hogan, resta buscar o motivo.

Estaria o camisa #15 dos Patriots com dificuldades de se desvencilhar das coberturas?

Analisando-se os jogos, não é difícil perceber que Hogan continua fazendo bem seu trabalho nas variadas funções exigidas de um wide receiver: bloquear para corridas, atrair marcação para screens, se desmarcar nas rotas etc.

Nos últimos dois jogos dos Pats, contra Steelers e Bills, partidas em que o ataque aéreo sofreu para produzir, encontra-se diversas jogadas em que Hogan conseguiu se livrar da marcação. Em várias rotas o camisa #15 estava livre, mas Tom Brady simplesmente não olhou em sua direção.

Muito se fala que Brady estaria mais impaciente em 2018, não esperando as jogadas se desenvolverem o suficiente nem fazendo as progressões quando seu primeiro alvo encontra-se marcado, talvez por receio de receber pancadas.

Quanto a isso só podemos especular, mas o fato é que Hogan tem conseguido separação nos jogos dos Pats. Para que as jogadas aconteçam e Chris volte a produzir como esperado, basta que Brady lhe dê um pouco mais de atenção.


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