Desconstruindo o Wells Report

Quando achamos que a administração da NFL por Roger Goodell não poderia descer mais, finalmente foi divulgada a punição pelo famigerado Deflategate. Ela não apenas veio, como foi a maior punição a um time da história da NFL.

Prepare-se para o surreal: Tom Brady foi suspenso dos 4 primeiros jogos da temporada 2015. Além disso, os Patriots perderam a escolha de 1º round de 2016 e a escolha de 4º round de 2017. Não bastassem, o time foi multado em U$ 1 milhão.

No momento da divulgação do Wells Report, publicamos um texto (que pode ser visto clicando aqui) apontando as contradições flagrantes que eram percebidas na primeira leitura.

A demora entre a divulgação do relatório e a sanção pela NFL se dá, a meu ver, por dois motivos.

Primeiramente, para que Roger Goodell pudesse analisar a opinião pública sobre o caso e assim aplicar uma penalidade condizente com ela. Como sabemos, nos últimos anos o comissário vem sendo alvo constante de críticas e essa seria uma boa oportunidade para melhorar sua imagem, ainda mais tendo em vista que a maioria do público norte-americano não morre de amores pelos Patriots.

Em segundo lugar, a demora faz com que a NFL se mantenha nas manchetes em um período em que normalmente não chama muita atenção. Esses dias entre o draft e o início do training camp formam um dos períodos mais “parados” da liga. Com isso, a NFL continua expondo sua marca e tendo mais atenção da mídia do que a NBA e a NHL, ainda que estas estejam realizando seus playoffs.

Divulgada a sanção, resolvi apontar vários pontos em que o Wells Report não se sustenta como base para a punição aplicada.

Desde logo peço paciência aos leitores (o texto é longo), já que há muitas perguntas sem respostas e a gravidade dos danos às imagens de Tom Brady e dos Patriots tornam o assunto muito importante. Vamos a eles.

O INÍCIO: QUEM ESTÁ FALANDO A VERDADE?

Assim que surgiu a denúncia de que os Patriots teriam utilizado bolas com pressão abaixo da permitida na final da AFC, Roger Goodell foi entrevistado no “Monday Morning Quarterback” sobre como o assunto teria chegado ao conhecimento da liga:

“MMQB: Você confirma que a primeira vez que você ouviu falar disso foi depois do jogo?

Goodell: Sim

MMQB: Você sabe que há uma história que você sabia e quis flagrar os Patriots.

Goodell: Eu não vou falar sobre o que soubemos e quando soubemos porque isso é parte da investigação. Eu posso dizer que eu pessoalmente não estava ciente disso até depois do jogo.”

Ocorre que, no Wells Report, consta que o general manager do Indianapolis Colts, Ryan Grigson, enviou um e-mail para a NFL na véspera da final da AFC. O e-mail, segundo o relatório, foi enviado a David Gardi e Mike Kensil, ambos membros do Departamento de Operações do Futebol da NFL.

Disso, apenas duas conclusões podem ser extraídas, sendo apenas uma delas verdadeira.

Uma, que Roger Goodell mentiu. Disse que apenas havia se informado após a partida quando na verdade sabia desde a véspera do jogo.

A segunda, que Goodell, o mandatário da NFL, foi deixado de fora por dois dias de um assunto de extrema importância, pois tratava de suposta violação a regras em plena final de conferência.

Em qual versão você acredita?

Independentemente da versão escolhida, uma coisa é fato: o bordão da NFL de que preza pela integridade do jogo é uma grande mentira. Se a liga realmente ligasse para a integridade do jogo, tomaria providências para que ambas as equipes estivessem atuando dentro das regras em um jogo que só perde em importância para o Super Bowl. Ao contrário, deixou que a partida acontecesse mesmo suspeitando que uma das equipes estivesse utilizando artifícios obscuros para vencer.

Assim, não há como negar que a NFL tentou não preservar a integridade do jogo, mas flagrar os Patriots atuando fora das regras.

Por fim, Dean Blandino, vice-presidente de arbitragem da NFL, traz uma terceira hipótese sobre o momento em que a liga havia tomado conhecimento do problema:

“O problema surgiu durante o primeiro tempo, pelo que eu sei.”

Posteriormente, na semana do Super Bowl, Blandino, ao ser perguntado se seria um esquema para flagrar os Patriots, respondeu:

“Eu não sei de onde essa ideia veio. Isso foi um problema que surgiu no primeiro tempo”.

Afinal, quando a liga tomou conhecimento do problema? Na véspera? No primeiro tempo? Após o jogo?

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Afinal, Roger Goodell mentiu sobre quando tomou conhecimento do Deflategate?

AS BOLAS E SUAS MEDIÇÕES

Primeiramente, é importante que se diga que a NFL não possui nenhum protocolo de medição das bolas a fim de comprovar se estão dentro dos limites permitidos, ou seja, nunca antes houve a preocupação de investigar se os times estavam usando as bolas com a pressão permitida.

E aí vem um dos fatos mais estarrecedores desse circo chamado Deflategate: ninguém registrou a medição das bolas utilizadas por Patriots e Colts antes do jogo!

Ora, daí surge a pergunta lógica: se a medição das bolas não foi registrada antes do jogo, como saber que elas foram adulteradas apenas pela medição feita no intervalo ou após o jogo? A resposta: é impossível saber!

Quem garante que as bolas não já foram aprovadas para a partida abaixo do limite permitido? Simplesmente não há como comprovar que as bolas foram adulteradas se não se tem um registro da medição pré-jogo.

A “violação” da regra após a medição no intervalo do jogo foi feita com base nas lembranças de Walt Anderson, juiz que aferiu a pressão das bolas. Como alguém pode confiar na lembrança de um árbitro para ter a pretensão de comprovar a adulteração da pressão das bolas?

É inacreditável que uma liga do porte da NFL encontre um jeito de punir tão severamente um time e um jogador quando há uma falha tão evidente no procedimento.

Ainda há outros problemas com a medição.

A aferição da pressão das bolas é feita através de medidores (gauges, em inglês).

Como disse, não há um protocolo, um rito a ser seguido pela liga para medir a pressão das bolas.

Não bastasse isso, Walt Anderson, na ocasião da final da AFC, utilizou 2 gauges diferentes para medir as bolas. Não apenas foram 2 equipamentos utilizados, mas ambos são diferentes fisicamente, chegando-se à conclusão de que uma mesma bola medida pelos dois medidores apresentaria resultados diferentes!

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Árbitros não conseguem lembrar com qual dos gauges mediram as bolas no início do jogo e no intervalo.

No Wells Report, Anderson confirma que não lembra qual dos gauges usou para medir as bolas, nem lembra quais bolas mediu primeiro, se as dos Patriots ou as dos Colts.

Como ele não lembra qual dos gauges usou, nos deparamos com uma falha mortal do Wells Report: caso a medição inicial tenha sido realizada com um gauge, e a medição do intervalo da partida com o outro, eventual diferença nos valores não significa que as bolas tenham sido alteradas! Essa conclusão é de uma lógica cristalina.

Como acusar um time de ter alterado as bolas se a medição inicial não foi registrada nem se tem certeza de que as duas medições foram feitas com o mesmo gauge? Só isso já deveria ser suficiente para enterrar qualquer acusação de alteração ilegal das bolas.

Por fim, o mais bizarro de tudo. Após a final da AFC, Walt Anderson simplesmente PERDEU AS BOLAS! Como uma tese dessas pode ser levada a sério?

BOLAS DOS PATS x BOLAS DOS COLTS

Aqui, mais uma vez cai por terra o slogan da NFL de que está preocupada com a integridade do jogo. Se uma investigação é feita para determinar se as bolas de um jogo estão sendo adulteradas ilegalmente, o mesmo tratamento deve ser dado aos dois times participantes da partida.

Para começar, foram medidas 11 bolas dos Patriots e apenas 4 dos Colts!

Essa diferença de tratamento é justificada pela liga sob a alegação de que não houve tempo hábil para aferir a pressão de mais bolas dos Colts.

Como a NFL quer que acreditemos que um funcionário dos Patriots conseguiu secar 11 bolas precisamente abaixo do limite em apenas 1:40 min dentro de um banheiro, enquanto alega que 15 minutos de intervalo não foram suficientes para medir mais bolas dos Colts?

Além disso, a NFL convenientemente silenciou sobre o fato de que das 4 bolas dos Colts analisadas, 3 estavam abaixo da pressão mínima de acordo com um dos dois gauges! ¾ das bolas dos Colts estavam de forma ilegal de acordo com um dos gauges e a NFL nem sequer esboçou qualquer investigação de má conduta por parte da equipe de Indianapolis.

Essas falta de imparcialidade com as equipes, aliada ao fato de que a denúncia partiu do general manager dos Colts, reforça a ideia de que o Deflategate foi uma operação com o claro propósito de conseguir um flagrante dos Patriots. A preocupação com a integridade mais uma vez passou longe.

Bolas Pats Colts
Se bolas de ambos os times estavam abaixo do limite, porque apenas investigar os Patriots?

NFL IGNOROU INFRAÇÕES COMETIDAS POR OUTROS TIMES

A suspeita originada pelos Colts foi suficiente para que a NFL instaurasse uma investigação milionária sobre o procedimento dos Patriots no tocante à pressão de suas bolas.

Essa mesma avidez em investigar se mostrou ausente em condutas praticadas por outros times, algumas inclusive confessadas!

Como é sabido, Carolina Panthers e Minesota Vikings admitiram que aqueceram bolas durante o confronto entre ambas as equipes na última temporada.

A ciência prova (e a NFL ignora) que o aumento de temperatura aumenta a pressão das bolas, e o resfriamento diminui a pressão. Assim, se Panthers e Vikings aqueceram bolas após a inspeção dos árbitros, alteraram os parâmetros quando não podiam fazê-lo, violando regras da NFL. No entanto, a liga não se interessou por este fato.

Aaron Rodgers, ótimo quarterback do Green Bay Packers, confessou que enche as bolas antes dos jogos, aumentando a pressão. A atitude da NFL sobre isso? Nenhuma.

Jornais de Nova Iorque publicaram reportagem de que as bolas utilizadas por Eli Manning, quarterback dos Giants, levam meses de preparação para ficar ao gosto do jogador. Mais uma vez a NFL não demonstrou o menor interesse em investigar se essa preparação minuciosa segue ou não as regras da liga.

A mensagem passada é de que os times podem fazer o que quiserem com suas bolas, desde que não sejam o New England Patriots.

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Panthers e Vikings admitiram ter aquecido bolas, mas a NFL não se deu ao trabalho de investigar.

INVESTIGAÇÃO ISENTA?

O Wells Report foi produzido pelo advogado Ted Wells, tendo a NFL gasto aproximadamente U$ 7 milhões para contratar seu escritório.

Normalmente um escritório de advocacia é contratado para prestar serviços no sentido de defender o contratante, e nessa função demonstra uma evidente parcialidade.

No caso do Deflategate, a firma foi contratada para uma investigação, e por isso deveria atuar de forma imparcial.

Como é possível atuar de forma imparcial quando a firma que investiga é contratada regularmente para defender a NFL em seus processos?

Para quem não sabe, o escritório de Ted Wells defendeu a NFL no processo que a liga sofreu dos jogadores em virtude das concussões sofridas na prática do esporte. Trata-se de sério litígio entre jogadores e a liga.

Eu lhes pergunto: você acredita que um escritório que tem como cliente regular a NFL vai promover uma investigação imparcial quando a liga está de um dos lados? Ou é mais provável que a firma apresente conclusões convenientes para quem a contrata?

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Escritório contratado para investigar o caso já defendeu a NFL em outros casos.

EXPONENT

Para realizar as análises científicas do Wells Report, foi contratada a empresa Exponent.

Para começar, o relatório técnico apresentado pela Exponent tentou demonstrar que a temperatura do jogo não poderia ter causado a diminuição da pressão das bolas utilizadas pelos Patriots.

Essa conclusão é curiosa, porque durante o processo, desde a denúncia, vários cientistas, renomados ou não, forneceram pareceres no sentido de que a queda da temperatura acarreta sim a diminuição de pressão das bolas.

Quem tem razão, os vários cientistas mundo afora ou a Exponent?

Mais uma vez esbarramos na questão da imparcialidade.

Nos Estados Unidos, a Exponent é conhecida por apresentar pareceres técnicos que embasem a tese defendida pelas empresas que a contratam.

A citada empresa, contratada por indústrias tabagistas, emitiu parecer no sentido de negar a possibilidade de câncer de pulmão em fumantes passivos.

Na mesma linha, contratada por indústrias petrolíferas, forneceu laudo minimizando os impactos sobre a saúde humana dos produtos descartados durante a produção de petróleo.

Desta forma, é plausível concluir que a Exponent forneceu pareceres técnicos exatamente no sentido desejado pelo Wells Report e pela NFL.

REGRA DO PSI

Como é sabido, a NFL determina que as bolas utilizadas nos jogos devem ser enchidas a uma pressão de no mínimo 12,5 psi (libras por polegada quadrada) e no máximo 13,5 psi.

Caso você acredite não na Exponent (ver tópico acima), mas na comunidade científica, no sentido de que a diminuição da temperatura reduz a pressão das bolas, a conclusão lógica é a de que caso um time opte por utilizar bolas a 12,5 psi, limite mínimo, e o jogo ocorra em temperaturas baixas, a equipe estará automaticamente infringindo a norma!

Assim, em jogos de extremo frio, as bolas enchidas a 12,5 psi, limite mínimo, perderão pressão por conta do frio, e inexoravelmente serão utilizadas durante o jogo com pressão não permitida.

Será que Roger Goodell alguma vez pensou sobre isso?

MENSAGENS ENTRE MCNALLY E JASTREMSKI

O Wells Report traz em seu conteúdo várias conversas entre dois funcionários dos Patriots, Jim McNally e John Jastremski, sobre a pressão das bolas.

Cumpre inicialmente destacar que o conteúdo das mensagens foi valorado de acordo com a conveniência da investigação.

Disso, faz-se as perguntas: alguma das conversas que constam no relatório demonstram que os funcionários deliberadamente secaram as bolas abaixo de 12,5 psi? Não!

Alguma das conversas demonstra que Tom Brady pediu ou ordenou que os funcionários esvaziassem as bolas abaixo de 12,5 psi? Não!

Pelo contrário. Consta nas conversas que na ocasião do jogo contra o New York Jets, na temporada regular, as bolas dos Patriots aprovadas pelos juízes estavam a 16 psi, muito acima do limite máximo permitido pela liga.

Há, nesse sentido, mensagens entre McNally e Jastremski no sentido de que as bolas chegaram para Brady com 16 psi, quando a exigência do quarterback era que chegassem a 13 psi! Ou seja, ambos admitem na conversa que a pressão exigida por Brady era de 13 psi, isto é, dentro dos limites legais.

No entanto, essas mensagens foram solenemente ignoradas pelas conclusões do relatório.

A QUESTÃO DA SUPOSTA NÃO COOPERAÇÃO POR TOM BRADY E PELOS PATRIOTS

Um dos motivos alegados pela NFL para punir severamente os Patriots e Tom Brady foi a suposta não cooperação por parte destes.

O Wells Report alega que os Patriots se negaram a disponibilizar McNally para ser entrevistado por Ted Wells.

No entanto, o que o relatório omite é que McNally já havia sido entrevistado 4 vezes durante a investigação. 4!!! Assim, os Patriots, a meu ver com razão, entenderam que mais depoimentos não seriam necessários.

Além disso, a suspensão de Tom Brady é justificada pelo fato de que ele não forneceu seu aparelho celular para averiguação pela investigação. E aqui, a NFL foi covardemente injusta.

Em primeiro lugar, o aparelho celular é um objeto de uso extremamente pessoal, só interessando a seu proprietário o conteúdo de ligações e mensagens.

Tom Brady faz parte da NFLPA, a associação dos jogadores da NFL. Nesse papel, já chegou inclusive a encabeçar processos contra a liga.

Assim, é razoável exigir que um jogador que integra o sindicato e já litigou contra a NFL forneça seu aparelho celular para uma investigação privada que tem como objetivo enquadrá-lo em um ilícito? Parece-me que não.

Sem contar que a própria NFLPA orienta os jogadores a não fornecerem provas para investigações da NFL que possam prejudica-los.

Há ainda o motivo da exposição de mensagens particulares. O Wells Report divulgou conversas de Jastremski com sua mãe, sobre assuntos nada relacionados com o objeto da investigação, expondo indevidamente a intimidade do investigado.

E finalmente, os funcionários McNally e Jastremski já haviam fornecido seus aparelhos celulares para fins da investigação.

Ora, se houvesse mensagens comprometedoras de Brady para qualquer um dos funcionários, essas mensagens estariam tanto no celular do remetente quando no do destinatário, ou seja, quaisquer comunicações por ventura existentes entre Brady e os funcionários poderiam ser acessadas pelos telefones destes, não havendo necessidade de que Brady fornecesse seu aparelho.

Mais uma vez, a NFL demonstra que o uso da lógica não foi necessário nessa investigação.

Para encerrar a questão da cooperação, Don Yee

O agente de Tom Brady, afirmou por ocasião da divulgação do Wells Report que este havia omitido a maioria do depoimento de Brady, principalmente partes que trariam contexto para os fatos investigados.

Daí pode-se perguntar: então porque o agente de Brady não divulgou esses depoimentos imediatamente?

Primeiramente, porque esses depoimentos podem vir a ser usados em um eventual processo de difamação ou no recurso a ser ajuizado por Brady para diminuir sua pena.

Em segundo lugar, porque em qualquer investigação/processo do qual possa resultar sanção, o ônus da prova cabe a quem acusa, não a quem se defende. Assim, caberia à NFL comprovar, demonstrar que Brady infringiu as regras.

Wells Report
Apesar de ter respondido perguntas durante um dia inteiro, Tom Brady foi acusado de não cooperar por se recusar a fornecer seu aparelho celular.

DA CONCLUSÃO DO WELLS REPORT

Assim começa a conclusão do Wells Report:

“Em suma, as informações não forneceram uma base para nós determinarmos com absoluta certeza se houve ou não adulteração, já que a análise dessas informações é a rigor dependente de suposições e informação que não é certa”.

Caro leitor, independentemente de se você torce para os Patriots, independentemente de se você gosta de Tom Brady, por favor responda: como alguém pode ser punido por um fato cuja investigação é concluída dizendo que não há certeza sequer de que o fato ocorreu?

Aqui não se está falando de se Brady sabia ou não, se determinou ou não. Está-se falando que o Wells Report não conseguiu comprovar sequer que houve a adulteração deliberada das bolas!

Por analogia, trata-se da mesma situação de alguém ser punido por homicídio quando não se sabe nem se a vítima morreu!

É inacreditável (e triste) que uma liga do tamanho da NFL possa gastar milhões com uma investigação tão cheia de falhas e inconsistências, e ao final opte por punir quando a própria investigação não conseguiu provar sequer a existência dos fatos investigados.

Não é nem preciso dizer que, não sendo provados sequer os fatos, não há como se provar que Tom Brady agiu de forma a violar normas da liga.

Por isso, o Wells Report e a sanção aplicada pela liga integram uma das páginas mais tristes e vergonhosas da história da NFL. A liga permitiu que um de seus maiores embaixadores, um dos maiores jogadores de todos os tempos, tivesse sua reputação arruinada com base em lembranças e suposições, sem qualquer prova que justificasse tamanha severidade.

Resta-nos torcer para que Tom Brady e os Patriots recorram da decisão e consigam diminuir a gravidade da pena imposta.

Diante da situação, a perda da escolha de 1º round no draft 2016 acabou sendo mais grave que a suspensão de Brady, acarretando um prejuízo maior para a equipe.

Como consolo, apenas a certeza de que, seja qual for a pena definitiva, é possível garantir que Tom Brady e os Patriots farão tudo o que estiver ao seu alcance (e mais um pouco) para derrotar os adversários e a NFL, pois, fora de campo, foram gravemente derrotados.

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Tom Brady e os Patriots sofreram um duro e injusto golpe da NFL.

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Este post tem 8 comentários

  1. Esse relatório é tão ridículo que não chega a conclusão nenhuma.

  2. Estas punições são as coisas mais ridículas que já vi nos esportes americanos! Isso parece coisa de STJD brasileiro!

  3. Excelente explanação, gostaria que esse texto fosse publicado nos sites da ESPN e Globoesporte, que estão difamando, pra não dizer achincalhando Tom Brady e os Patriots.
    Já que nesses sites os textos são muito superficiais, mal elaborados e tendenciosos.

    Que acham de nós fãs dos Pats e Brady, invadirmos os comentários das reportagens desses sites para defende-los???

    Go Pats, rumo ao 5º anel.

    1. Pois é Paulo, as informações divulgadas são sempre superficiais. Já nos acusaram de defender Brady por sermos torcedores. Mas contra fatos não há argumentos, encontramos 10 bons motivos e pronto!

      Infelizmente não temos o poder de mostrar nosso texto para as grandes mídias, o que podemos é juntos divulgar nossa opinião para o maior número de pessoas possíveis.

      Portanto, bora compartilhar e divulgar este link nas redes sociais! hehe

      Obrigado pela mensagem e pelo elogio!

  4. Sobre o lance dos celulares… Nao necessariamente se eu mando uma mensagem pra alg aquela pessoa irá ter a msg. É só ela apagar. Enfim, bom texto, mas com mta cara de teoria da conspiração contra NE. Menos galera, menos…

    1. Fala Felipe, se a pessoa apagar eles conseguem saber e dai é só constar no relatório que mensagens foram apagadas! Mas não consta! 🙂

      Obrigado pela mensagem!

      1. hum, é verdade dá pra saber se a pessoa apagou msgs…pois bem, já li por aí que essa punição deve cair para 2 jogos, mas vcs acham msm q isso vai manchar muito a imagem do brady boy, eu acho q n, pois já tiveram coisas mais sérias q isso…

  5. Agora é torcer para que o time de advogados graúdos contratado por Brady / Patriots consigam expor para o mundo todo a palhaçada que foi esse relatório, a vergonha que é a NFL e a suspensão da pena.

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