É hora de um novo ciclo nos Patriots, mesmo com uma saudade inevitável

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É hoje. Estreia dos Patriots na temporada regular. A ansiedade já tomou conta do corpo, afinal, são 250 dias sem ver New England jogar, desde a dolorosa eliminação para os Titans, interrompendo uma sequência de três idas seguidas ao Super Bowl.

Logo de cara, um adversário para lá de indigesto, que costuma ser uma pedra no nosso sapato, capaz até de proporcionar jogadas miraculosas que nem no videogame são possíveis. Para completar, um imenso vazio no peito: depois de quase 20 anos, os Pats entram na temporada sem ter como principal referência Tom Brady, o maior jogador de todos os tempos.

E não é que sua ausência implique apenas dentro de campo, muito pelo contrário. Tom Brady é a personificação de um jogador que toda torcida sempre sonhou ter: líder, lutador, comprometido, devoto, extraordinário, decisivo e, principalmente, vencedor.

Ele, muito provavelmente, é o detentor da jersey que você estará usando para acompanhar a partida de hoje. É seu maior ídolo no futebol americano ou até mesmo na vida. É quem fez você amar esse esporte. É um ser inigualável. A NFL nunca viu, e possivelmente nunca verá, nada igual a Tom Brady.

Por isso, esse domingo traz um ingrediente a mais para o torcedor dos Patriots. Um ingrediente que mistura a dúvida de o que serão os Pats de 2020, junto com a saudade do seu lendário quarterback, que no horário seguinte estará vestindo o uniforme do Tampa Bay Buccaneers ao lado de quem fez história com ele em New England.

Assim, independente do resultado de Patriots e Dolphins, a partida dos Bucs trará uma nostalgia jamais sentida por, talvez, nenhum torcedor de franquia alguma até então, ainda mais se acontecer um spike. Será um momento único na história, e até um pouco “esquisito”.

Entretanto, felizmente, a vida continua, e há novas histórias a serem escritas, um novo ciclo a ser iniciado. Não deve ser tão duradoura, eu já te adianto, e é impossível de repetir todos os feitos, mas por ser orquestrada pela mente mais brilhante de todos os tempos, seria ingênuo imaginar que os Patriots não serão competitivos.

Aos 68 anos, sendo atualmente o segundo técnico mais velho da NFL, Belichick já conquistou tudo e mais um pouco na sua carreira. Ele não precisa mais provar nada a ninguém. É indiscutivelmente o G.O.A.T. Contudo, como todo grande ser humano, ele ainda não está satisfeito, e 2020 é um dos maiores desafios de sua carreira.

Afinal, não foi só Brady que deixou o time. Os dois melhores pass rushers (Van Noy e Collins), o principal linebacker (Dont’a Hightower) e os experientes Patrick Chung e Marcus Cannon, além de diversos outros nomes, serão desfalques de peso.

Portanto, Bill, que é favorito nas casas de aposta para o prêmio de Coach of the Year, encontra-se com uma montanha gigantesca para escalar, que talvez no mundo só ele seja capaz. E será nossa obrigação testemunhar.


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Este post tem 4 comentários

  1. Belo texto! Exemplifica bem o nosso sentimento nesse início de temporada. “In Bill we trust” que esse seja nosso mantra.

    1. Obrigado!

  2. Parabéns pelo texto Arthur, me emocionou!

    1. Obrigado, Giovana! Fico feliz que gostou!

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