Assim como Edelman e Brady, você tem que acreditar

Edelman

Hoje, às 16h05, o New England Patriots estreará nos playoffs. Durante a semana, o Patriotas destrinchou por completo o time do Los Angeles Chargers, portanto, não venho neste artigo dar minhas considerações finais sobre o poderoso pass rush do time californiano, tampouco do decisivo matchup entre os RBs dos Pats e a defesa de Gus Bradley.

Escrevo esse post sem nenhum embasamento estatístico, analítico ou qualquer outro que faça parte da ciência exata. Saio da minha zona de conforto. Desde que entrei no Projeto Patriotas, virei muito mais um “jornalista” do que um torcedor, pois sabia que seria preciso tecer críticas das quais um fã fanático não conseguiria enxergar.

Então, permito-me agora voltar a viver um pouco do lado clubista com o intuito de desfrutar mais intensamente o sentimento de ser Pats, o que venho sentindo falta.

Vamos nessa.

Assim como Edelman e Brady, você tem que acreditar

Primeiramente, é preciso fazer uma ponderação: torcer para os Patriots é diferente. Parece que nunca estamos satisfeitos, podemos vencer o Super Bowl mil vezes vezes seguidas, mas se a primeira escolha do Draft seguinte não for a do nosso desejo, a crítica não espera nem 1 segundo para ser proferida. É uma exigência jamais vista, e que observada de fora, digo, pelos torcedores de outros times, parece uma loucura sem tamanho. Enquanto a felicidade de uns é pelo menos chegar aos playoffs, para nós se não for seed #1 já é motivo para reclamar. E isso pôde ser claramente visto em 2018.

New England não vive os melhores momentos de sua dinastia nessa temporada. Desde a offseason, o clima já era diferente em Foxborough, com Gronkowski quase sendo trocado e Brady não participando dos treinos opcionais. Em campo, um time sem identidade e com diversos apagões conseguiu terminar o ano no lucro, com a semana de bye caindo no colo. Foi uma benção.

Em entrevista esta semana, Gronk disse que os playoffs são uma nova temporada. Não sei se com vocês o sentimento é igual, mas para mim os Pats não pisam no gramado há uma eternidade, assim como a demora de passar a offseason é. Foram duas longas semanas, que chegam ao fim nesta tarde. Qual time entrará em campo? O que deu flashes de que pode almejar algo maior em 2018 ou o que sofreu um touchdown de rúgbi para o Miami Dolphins? Eu realmente não sei. Porém, pouco me importa.

Eu não vou duvidar dos Patriots. Não mais. Aprendi com a interceptação de Malcolm Butler no Super Bowl XLIX que não se pode desistir, mesmo quando tudo parece perdido, afinal, quem imaginaria uma virada ao estar perdendo por 28 a 3 no Super Bowl LI? Vamos ser honestos, praticamente ninguém. Essa franquia faz milagre, assim como sofre também, vide o Helmet Catch no SB XLII.

Logo mais, Bill Belichick comandará seu 40° jogo de pós-temporada. Seu adversário, Anthony Lynn, seu 2°. O que isso quer dizer? Nada. Como o técnico dos Patriots sempre fala em suas coletivas de imprensa, o foco não é na rodada que passou (We’re on to Cincinnati), nem mesmo no que pode estar por vir (Final da AFC), o foco é no agora. Um passo de cada vez. E sempre foi assim e sempre será nos Patriots. É um mantra.

Julian Edelman e Tom Brady são possivelmente os dois grandes pilares dessa cultura. O primeiro, pela garra e entrega que deixa dentro de campo, enquanto o segundo, bom…sejamos sinceros, você nem estaria acessando esse site, que não existiria, se não fosse por Thomas Edward.

De Jules e TB12, o que mais me impressiona é a fé: eles não desistem. Para quem nunca viu, recomendo fortemente assistir os mic’d ups dos Super Bowls XLIX e LI. Brady e Edelman sempre acreditam. Sempre. Não por acaso, o slogan escolhido pelos Patriots para os playoffs desse ano foi #EverythingWeGot (tudo que temos), frase dita por Brady quando o mundo estava desabando contra o Atlanta Falcons.

Já Edelman, desde antes da ida para o intervalo já avisava que a história estava prestes a acontecer diante dos nossos olhos. E aconteceu. Ou seja, you gotta believe, bro.

Ambos já são campeões do Super Bowl, astros da maior franquia do século XXI e possuem seus nomes marcados na eternidade. Eles poderiam simplesmente se aposentar, devido à idade avançada, e torrar os milhões de dólares adquiridos durante a carreira. 28 a 3 num Super Bowl? “Ah, eu já tenho um anel mesmo, desisto”. Quantos jogadores não pensariam assim? Pois é.

Então, caro leitor, seus ídolos estarão dando sangue em campo daqui a pouco, pode ter certeza. Nosso único e exclusivo papel é torcer, torcer e torcer. Criticar quando for preciso? Claro, faz parte. Todavia, não podemos ter memória curta e esquecer tantos momentos gratificantes que essa franquia já nos proporcionou, certamente mais do que qualquer outra neste século.

Às 16h05, estarei com o computador aberto no Twitter do Patriotas, para informar nossos seguidores tudo que acontece dentro e fora de campo, como sempre. Entretanto, dessa vez já estarei alertado com a possível história sendo escrita diante da minha retina, afinal, eu não duvido mais dos Patriots.

Que Brady nos proteja.

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Este post tem 3 comentários

  1. Fantástico texto, parabéns Arthur!

    1. Obrigado, João!

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