A jogada de mestre de Bill Belichick

Todos os torcedores dos Patriots sabem que o time possui um técnico atípico dentro da NFL, seja por entrevistas curtas e grossas, contratações de jogadores pouco conhecidos e escolhas inusitadas nos Drafts. Porém, todos nós sabemos que Bill Belichick é um gênio, uma mente brilhante e grande responsável pelo sucesso da franquia de New England. E ele, em primeira análise, provou isso mais uma vez.

Bill Belichick e sua jogada de mestre

Na última terça-feira (15), os Patriots surpreenderam o mundo da NFL e anunciaram a troca com o Arizona Cardinals do DE Chandler Jones por uma escolha de segunda rodada (#60) do Draft 2016 e mais o OG Jonathan Cooper.

Em primeira mão, a notícia pode ter causado estranheza dentre os Patriotas, onde o time teria trocado um jogador que foi o maior sackador do time na temporada passada (12.5), a grande estrela da linha defensiva e muitíssimo amigo do elenco.

Porém, a torcida pode ter se esquecido que Jones estaria entrando no último ano de contrato de rookie, onde receberia o salário de $7.799M de dólares válido pela exerção da option do último ano de calouro (1st round) e ainda ocuparia esse mesmo valor de dólares no salary cap.

Certamente os Patriots não iriam conseguir renovar com o Defensive End, levando em conta o mercado inflacionado da NFL, sua posição que é a mais cara entre os defensores e que o time também tem várias renovações importantes a fazerem para essa temporada, como a dos LBs Dont’a Hightower e Jamie Collins.

Caso Jones ficasse até o fim desta temporada e saísse como free agent, nós iríamos receber uma escolha compensatória no Draft de 3ª rodada, apenas.

Bill Belichick

Como disse antes, Belichick é um gênio, não contentado só com uma futura escolha de 3° round, ele queria mais. Procurou times interessados no DE, pensava em trocá-lo por uma escolha de segundo round mais um Wide Receiver ou um Pass Rusher, porém sem exito. Até que achou uma opção.

O Arizona Cardinals, com problemas de pressionar os Quarterbacks temporada passada e detentor da escolha de número 60 do Draft se mostrou interessado em Jones. E por ele, ofereceram sua escolha 60 e o OG Jonathan Cooper, que foi a 7° escolha do Draft de 2013. Belichick aceitou.

Cooper irá para sua última temporada do contrato de rookie nos Pats, com opção do time exercer o 5° ano, o que não deverá acontecer, mesmo que seja o melhor jogador do interior da linha na temporada.

Mesmo não subindo muitas posições no segundo round, levando em conta que nossa pick originária é a #61, a troca de Jones pode ser uma parte do plano que quem sabe está sendo montando para o Draft. Eu explico.

Temos duas picks consecutivas, a #60 e a #61, onde podemos usá-lás para subir até o fim do 1° round (a partir da pick 29, dado em conta a punição do Deflategate) ou para o começo do 2° round, a fim de selecionar um prospecto melhor, como o RB Derrick Henry, vencedor do Troféu Heisman, que é cotado para sair no segundo round, ou um WR como Michael Thomas e Will Fuller.

Pensou que a jogada de mestre de Belichick tinha acabado? Se enganou. Também na última terça (15), os Patriots anunciaram a contratação do DE Chris Long, 30 anos, ex-Rams, que irá receber $2M de dólares na temporada de 2016. Long era o melhor Defensive End disponível após a saída de Chandler.

No fim do dia, acabamos com um guard, um defensive end e mais uma escolha de segunda rodada do Draft. E eu que pensava que Tio Bill estava pescando e tomando uma beer com sua família…

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Este post tem 4 comentários

  1. Confesso que fiquei triste com a notícia da saída do Jones, sempre achei ele um grande DE, mas parece mesmo que era a opção mais correta para o momento. O tio Bill costuma tomar boas decisões nesses momentos, e espero que essa tenha sido uma.
    Ainda acho que precisamos de mais um CB de boa qualidade, além de fortalecer a linha ofensiva com boas peças de recomposição.

  2. Excelente análise, Artur. Adiciono a seu comentário um outro fator: o episódio esquisito com a maconha estragada em que ele foi parar na delegacia sem saber quem era. Os Patriots de certa forma se veem livre de mais problemas off field.

  3. Boa análise, parabéns. Tem mesmo o fator extra campo, mas gostava do Jones. Jogador vibrante, devia ser ótimo companheiro.

  4. Boa análise, parabéns. Tem mesmo o fator extra campo, mas gostava do Jones. Jogador vibrante, devia ser ótimo companheiro. Enfim, In Bill We TRust….

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