Kyle Dugger tem tudo para quebrar a “maldição da segunda rodada”

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Quando o New England Patriots selecionou o safety Kyle Dugger, de Lenoir-Rhyne, na segunda rodada do Draft 2020, a reação instantânea da torcida foi de rejeição, e não por acaso.

De 2015 a 2019, os Patriots escolheram quatro defensive backs no segundo round do recrutamento: Jordan Richards, Cyrus Jones, Duke Dawson e Joejuan Williams. Dentre eles, o último é o único que ainda continua no time, embora quase não tenha aparecido nos seus dois primeiros anos.

Quem também foi um completo desconhecido para a torcida foi Dawson, que nem dois anos completos permaneceu na equipe. Já Richards e Jones, dois inegáveis reaches, projetados para serem selecionados apenas no terceiro dia do Draft, tiveram atuações lastimáveis com a camisa dos Patriots, sendo bastante criticados até a paciência esgotar e deixarem o time.

Desta forma, devido ao trágico retrospecto recente com quatro busts selecionados consecutivamente na segunda rodada, e todos da mesma posição, foi completamente normal a reação dos fãs quando Dugger foi escolhido, ainda mais por ter vindo da segunda divisão do college.

Todavia, já a partir do training camp 2020, Kyle deu flashes de que tem condições de “quebrar a maldição” e ser uma escolha de segunda rodada proveitosa.

Na sua temporada de calouro, mesmo com a frágil defesa de New England, o jovem demonstrou características interessantes do seu jogo, principalmente o atletismo e a força, algo que nem de longe foi visto por seus antecessores.

Com a ausência de Chung ano passado, ele atuou mais como strong safety no box, porém tem versatilidade para ajudar em outros setores em 2021, como na função de free safety, a qual foi sua principal no college, ainda mais com uma offseason toda para evoluir, algo que não teve em 2020 devido à pandemia.

Ademais, para ajudar no desenvolvimento de Dugger, os Patriots contam com um tutor sensacional: Rodney Harrison, um dos melhores safeties da história da franquia, bicampeão do Super Bowl (2003 e 2004) e integrante do Hall da Fama da equipe.

Em entrevista para Mike Reiss, da ESPN, Harrison revelou que está em contato com Kyle desde quando ele foi draftado, e que Belichick disse a ele que procura um jovem atleta que possa fazer muito das coisas que foram pedidas para ele no seu tempo de jogador. Para Rodney, Dugger pode ser esse cara:

“Eu amo esse garoto, sua atitude. Ele é um garoto tão humilde, e quer ser muito bom. Ele faz perguntas. Eu fico dizendo para ele: ‘você pode marcar. Você só tem que acreditar em si próprio um pouco mais”.

Outrossim, Harrison também comentou sobre o desempenho de Kyle tanto na cobertura do passe, quanto na corrida:

“No jogo aéreo, eu somente quero vê-lo jogando com mais confiança. Ele tem que acreditar no que vê. Eu o digo: ‘Acredite no que enxerga e vá para cima! Não hesite! Seja agressivo! Você não precisa jogar de forma cautelosa’.”

No jogo corrido, eu acho que ele é forte e está começando a realmente ver os bloqueios na linha; quando os TEs bloqueiam, quando os tackles empurram; onde precisa ir, onde se encaixa adequadamente”.

Portanto, como ressaltou Harrison, Kyle Dugger necessita confiar mais nos seus instintos. Com espaço no time após a aposentadoria de Chung, somados aos flashes que deu em 2020 e a tutela de Rodney, o agora camisa 23 tem tudo para quebrar a maldição e se tornar um steal na segunda rodada, e não mais um bust.


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