Mais um capítulo do Deflategate

Infelizmente ainda não estamos livres desse assunto. Mesmo na offseason, quando são raras notícias sobre a NFL, Deflategate é um tema que os torcedores, principalmente dos Patriots, não fazem questão de ver em pauta.

No entanto, uma audiência será realizada nesta quinta-feira (03/03/2016), e ela vai dar início a mais uma caminhada rumo a uma decisão que poderá favorecer Tom Brady ou a NFL.

Essa fase do processo, em suma, não vai julgar a conduta de Brady ou de Roger Goodell, mas do juiz Richard Berman.

Mais um capítulo do Deflategate

Antes de entrarmos em detalhes sobre a audiência, é importante relembrar alguns fatos importantes do Deflategate:

  • Maio/2015: a NFL suspendeu Tom Brady por 4 jogos por supostamente “ter consciência” de um esquema realizado por dois empregados dos Patriots para esvaziar bolas.

  • Junho/2015: Tom Brady (juntamente com a Associação dos Jogadores Profissionais – NFLPA) apelou da suspensão, e seu apelo seria decidido pelo Comissário da NFL Roger Goodell.

  • Julho/2015: Roger Goodell julgou improcedente a apelação de Tom Brady, mantendo a suspensão de 4 jogos. No mesmo dia, a NFL ajuizou uma ação judicial para confirmar a decisão de Goodell, enquanto Brady ajuizou ação para reverter a suspensão.

  • Setembro/2015: o juiz Richard Berman decidiu em favor de Tom Brady, anulando a suspensão e permitindo que ele disputasse a temporada 2015 da NFL. Imediatamente a NFL recorreu, e é este recurso que começará a ser decidido agora.

A decisão do juiz Berman que reverteu a suspensão imposta ao quarterback dos Patriots teve 3 fundamentos principais:

  1. A NFL não informou a Tom Brady quais as punições que ele poderia sofrer no processo.

  2. A NFL não disponibilizou o advogado da liga Jeff Pash para que fosse ouvido como testemunha em audiência. Segundo Berman, Pash era peça importante pois teria editado o Wells Report.

  3. A NFL não compartilhou anotações de Pash com a NFLPA.

Assim, a fase atual do processo, que começa com a audiência desta quinta, consiste em um julgamento por 3 juízes (Robert Katzmann, Barrington Parker e Denny Chin), que deverão decidir não se Tom Brady se envolveu no esquema, nem se Goodell aplicou corretamente a suspensão, mas se a conclusão do juiz Berman de que a NFL não foi justa com Brady em seu procedimento estaria correta.

Os três juízes deverão decidir se Berman aplicou corretamente os parâmetros legais para invalidar uma decisão de uma entidade privada, como é a NFL.

A decisão não sairá nesta quinta. Apenas serão ouvidas ambas as partes (através de seus advogados). Especialistas dizem que a solução desta fase pode levar meses.

Caso os juízes concordem com a NFL, terão basicamente três opções:

  1. Anular a decisão de Berman e restabelecer a suspensão de 4 jogos (a ser cumprida no início da temporada 2016).

  2. Remeter o caso novamente para que o juiz Berman decida de acordo com os parâmetros que entenderem corretos.

  3. Determinar que seja feita uma nova arbitragem do caso pela NFL.

No entanto, os cenários mais prováveis desse recurso são confirmar a vitória de Brady ou restabelecer a suspensão de 4 jogos, como quer a NFL.

Mesmo assim, provavelmente esta não será a última fase do Deflategate.

Se a NFL for novamente derrotada, especialistas indicam que dificilmente conseguirá que seu caso seja ouvido perante a Suprema Corte. Já em caso de derrota de Tom Brady, é quase certo que o jogador esgotará todas as possibilidades de defesa para tentar demonstrar que foi injustiçado no caso.

Parece ser majoritário o entendimento de que Tom Brady deverá sair novamente vitorioso. Porém, em se tratando de decisões judiciais, é prudente não comemorar antes da decisão final do caso.

Saiba exatamente tudo o que aconteceu no caso Deflategate até agora com nossos posts e podcasts sobre o assunto clicando aqui.

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