Matthew Stafford, a opção mais segura para os Patriots

matthew stafford

Neste último sábado (23), uma das maiores especulações no mundo da NFL se concretizou: Matthew Stafford deixará o Detroit Lions nesta offseason. O veterano quarterback entrou em comum acordo com os Lions, que irão procurar a melhor proposta de troca pelo camisa 9.

Atrás de um quarterback para 2021, os Patriots certamente estão atentos à situação de Stafford, e agora explicaremos o porquê trazer a primeira escolha do Draft de 2009 é a opção mais segura e viável para o time.

1 – A situação contratual de Stafford é favorável

Perto de completar 33 anos, Matthew possui contrato até o fim da temporada 2022 com os Lions, e a franquia que adquirir o quarterback arcará com $20M em 2021 e $23M em 2022 no salary cap.

Tal valor é um ótimo custo benefício, uma vez que trata-se discutivelmente de um quarterback top-10 da liga que iria ser apenas o 14º a ocupar mais espaço na folha salarial em 2021. Para se ter uma noção, o cap hit de Stafford seria a metade do de Ben Roethlisberger, que já está na fase final de sua carreira e, consequentemente, em declínio.

De acordo com o jornalista Mike Lombardi, Stafford provavelmente renegociará o contrato com seu novo time. Todavia, de qualquer forma, os Patriots teriam, no mínimo, dois anos garantidos por um preço completamente acessível. Logo, ele não seria um signal caller “tampão”, pois caso desempenhe o que já vimos ser capaz, poderá construir uma carreira longeva em Foxborough, haja vista que não está perto de se aposentar.

Ademais, já que uma hipotética vinda de Matthew não comprometeria demasiadamente o salary cap de New England, a equipe teria ainda cerca de $40M para gastar na free agency e reforçar o elenco, principalmente a posição de wide receiver.

Portanto, diferentemente de outros nomes disponíveis no mercado, Dak Prescott, por exemplo, que deve demandar um salário próximo dos $40M anuais, uma vinda de Stafford também deixaria a porta aberta para novas contratações.

2 – Um dos melhores quarterbacks disponíveis, seja como free agent, seja via troca

A offseason de 2021 contará com um leque de opções na posição de quarterback, tanto via troca, quanto como free agent, e Stafford aparece na primeira prateleira.

Matthew entrou na liga em 2009, como a primeira escolha do Draft, e passou toda sua carreira nos Lions desde então. Desde então Stafford sempre vigorou como um dos mais sólidos e talentosos quarterbacks da NFL.

Outrossim, é um jogador que basicamente não fica fora de jogos. De 2011 a 2018, ele participou de todas as partidas dos Lions. Em 2019, sofreu uma lesão nas costas que o afastou de metade da temporada, mas em 2020 novamente ficou disponível em 100% dos jogos. Por isso, Stafford é muito elogiado por sua vitalidade, e é considerado um dos QBs mais resistentes e fortes.

Falando em força, Matthew tem como uma de suas principais características o passe longo, por possuir um braço muito potente. Ele também é um quarterback decisivo, tendo 38 drives da vitória na carreira (8ª melhor marca da história) e 31 viradas no último quarto (7ª melhor marca da história).

Todavia, Stafford obviamente não é um quarterback perfeito. Apesar dos ótimos números em momentos de pressão, ele nunca venceu uma partida de playoffs, portanto, precisa se provar nesse ambiente.

Ademais, a ameaça pelo solo não está no seu repertório. Não se espera read options e QB runs de Stafford, já que seu estilo é mais pocket passer. Assim, o veterano utiliza o jogo corrido quase que exclusivamente nos momentos de emergência. Ressalte-se que ele não é um trator correndo, como Tom Brady, mas não imagine um Lamar Jackson em Stafford.

3 – Não deixaria todas as fichas para o Draft

A troca por Stafford resolveria de imediato a situação de quarterback dos Patriots, e evitaria que o time chegasse ao Draft depositando todas suas fichas para encontrar um signal caller.

Embora selecionar um prospecto na primeira rodada seja uma opção para New England, precisamos ser realistas: dificilmente o chamado top-4 (Lawrence, Fields, Wilson e Lance) vai estar disponível na escolha de número 15. Logo, só devem sobrar para os Pats jogadores avaliados para o final da primeira rodada ou segundo round, como Mac Jones, de Alabama, e Kyle Trask, de Florida.

Portanto, ao menos que faça uma troca e suba no board para escolher alguém do top-4 da classe de QBs, New England sairá do Draft de mão vazia ou terá que dar um reach, situação semelhante à de 2020, quando preferiu não selecionar nenhum quarterback no recrutamento.

Em suma

Ser um quarterback top-10 da NFL que já chegaria para tomar conta da posição pelos próximos anos e por um valor acessível no salary cap fazem de Matthew Stafford a opção mais segura para os Patriots para o posto de QB.

Destarte, ao menos tentar uma troca por Matthew Stafford é obrigação de Bill Belichick nesta offseason. De acordo Adam Schefter, Detroit espera receber no mínimo uma escolha de primeira rodada pelo camisa 9, e certamente haverá diversos interessados, como o Indianapolis Colts.

Outrossim, vale ressaltar que Bill terá a melhor fonte de informações possível sobre Stafford, uma vez que Matt Patricia, técnico de Matthew por quase 3 anos, retornou à comissão técnica/front office dos Patriots.

Patricia, inclusive, que teve inicialmente uma relação tensa com Matthew Stafford, segundo Kyle Meinke, do MLive.com. Todavia, apesar do “fator Patricia”, a palavra final, como sabemos, é de Belichick.

Por fim, de acordo com a ESPN Americana, o grande objetivo de Stafford é conquistar o Super Bowl, algo que sequer passou perto em seu tempo em Detroit. E nada melhor do que se juntar com Bill Belichick para aprender a como levantar o Vince Lombardi.


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