Observações sobre a escolha de Mac Jones

Belattini

Aí está, a torcida pediu, e Bill Belichick atendeu o clamor por um quarterback, selecionando Mac Jones, de Alabama, no primeiro round do Draft 2021.

A escolha não foi unânime entre os torcedores, embora não se discutisse a necessidade de se draftar um jogador da posição.

Vamos, então, a algumas observações sobre a união entre Mac Jones e os Patriots.

Observações sobre a escolha de Mac Jones

Patriots precisavam de um quarterback

Com Cam Newton e Jarrett Stidham no elenco, não havia controvérsia quanto à necessidade de os Patriots saírem do Draft 2021 com um quarterback.

Ainda que diversos fatores externos tenham atrapalhado, a experiência com Newton no comando do ataque em 2020 passou longe do ideal.

Agora saudável e provavelmente com uma offseason para treinar, Cam deve melhorar em relação ao ano passado, mas ainda assim era necessário trazer alguém para disputar a posição com Newton.

Os Patriots concordaram com essa necessidade, e Mac Jones foi o escolhido.

Tudo indica que os Patriots queriam Mac Jones

Justin Fields e Mac Jones foram os quarterbacks sobreviventes às três primeiras picks no draft, por Jaguars, Jets e 49ers.

As picks foram sendo divulgadas, e os dois jogadores continuavam no board.

A partir do momento que Panthers e Broncos, picks 8 e 9, selecionaram jogadores de outra posição, a possibilidade de Fields ou Jones cair no colo dos Patriots na pick #15 aumentou consideravelmente.

Passado o top 10, um trade up ficava cada vez mais acessível.

Por isso, entendemos que os Patriots realmente preferiram Jones a Fields, uma vez que, ao que se sabe, não empenharam esforços em fazer um trade up para garantir o quarterback de Ohio State.

A opção por Jones decepcionou muitos torcedores, mas a impressão é a de que os Patriots conseguiram o nome que queriam para a posição.

É possível vencer com o perfil de Mac Jones

O surgimento cada vez mais frequente de quarterbacks extremamente talentosos tanto lançando a bola quando fisicamente, faz com que as equipes da NFL vivam numa busca incessante pelo próximo Patrick Mahomes ou Deshaun Watson.

No entanto, jogadores desse calibre, com esse conjunto de habilidades, “não dão em árvore”, aparecendo com pouca frequência a cada ano.

Essa busca gerou uma ideia, em minha concepção equivocada, de que só é possível vencer na NFL se seu quarterback for extremamente atlético, conseguir estender jogadas por 10 segundos fora do pocket, lançar em movimento, sem plantar os pés, e fazer a bola viajar 60 jardas no ar.

Obviamente que ninguém em sã consciência dispensaria um talento assim, mas a história mostra que é possível vencer na NFL (e vencer a NFL) com quarterbacks ditos “pocket passers”.

Analisando os últimos 10 anos, tivemos equipes campeãs com passadores de estilo mais tradicional, como Eli Manning, Joe Flacco, Peyton Manning e, claro, Tom Brady.

Não estou dizendo que Mac Jones conseguirá se comparar aos citados, apenas que não é possível, neste momento, excluir a possibilidade de sucesso dele por não ser um jogador extremamente atlético.

Mac Jones se encaixa no ataque dos Patriots

Ao longo da era Tom Brady, o ataque aéreo dos Patriots baseou-se em ideias de timing, precisão e boas tomadas de decisão.

Obviamente ter à disposição o maior quarterback da história ajuda, mas as fundações do ataque dos Patriots exigem para funcionar bem um passador que compreenda defesas, entenda conceitos e combinações de rotas, tenha precisão nos passes e tome boas decisões.

Mac Jones, não por acaso, se enquadra nesse molde.

Como dissemos, Jones não ficou famoso por realizar jogadas espetaculares como outros quarterbacks desse draft. No entanto, o novo QB dos Patriots mostrou excelente capacidade mental, tendo impressionado as equipes que o entrevistaram.

Além disso, já demonstrou ótima compreensão ofensiva, precisão nos passes e uma boa capacidade de tomar decisões.

Tais características fazem com que Jones, em tese, tenha tudo para ser um quarterback funcional no ataque comandado por Josh McDaniels.

Veredito

Os Patriots precisavam de um quarterback, e endereçaram a posição, como deles se esperava. Ponto positivo.

Mac Jones é talvez o quinto melhor quarterback dessa classe, o que não significa que não dará certo na NFL. Pelo contrário, principalmente se se encaixar como se espera no ataque de New England.

Caso os Patriots tivessem trazido Jones mediante um trade up, investindo picks futuras, não seria possível defender a escolha.

Na pick #15, entretanto, considero uma boa escolha, diante do que havia no board.

Claro que o primeiro round deixou a impressão de que Justin Fields era alcançável, mas não podemos esquecer que os Bears gastaram duas escolhas de primeiro round, um preço considerável que provavelmente Belichick não estava disposto a investir.

Agora é esperar que Jones se desenvolva e que os Patriots justifiquem em campo porque o escolheram como seu novo quarterback.


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