Os dois principais problemas dos Patriots em 2021

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A partida de estreia contra o Miami Dolphins serviu para ter noção de como jogará o New England Patriots em 2021, e já deu para perceber que será um time completamente diferente do de 2020 e com características similares ao da Era Brady.

Entretanto, apesar de semelhante ao dos anos vitoriosos, os Patriots de 2021 dificilmente terão resultados iguais de imediato. Além de um quarterback calouro nunca ter sido campeão do Super Bowl, há outros dois problemas no elenco de New England – já debatidos na offseason – que puderam ser comprovados na partida de estreia.

Veja agora quais são e se há solução para eles.

Falta de material humano entre os outsides CBs

Atualmente, os Pats possuem apenas dois cornerbacks confiáveis no roster: J.C. Jackson e Jonathan Jones, sendo que este atua mais no slot. Jalen Mills, apesar da sólida estreia, é mais uma espécie de “coringa” na secundária, não tendo prevalecido na sua carreira como uma potência no outside, região que geralmente enfrenta os melhores WRs adversários.

Contra Miami, encarando um corpo de recebedores de médio escalão, os corners tiveram dificuldade em parar principalmente jogadas rápidas e run pass options, sofrendo com DeVante Parker. E nas próximas semanas, especialmente na 4, quando enfrentarão Mike Evans, Chris Godwin, Antonio Brown e cia, além de Tom Brady com seu quick release, a projeção é ainda pior.

Assim, para solucionar esse problema o caminho mais fácil é o aumento de produção do pass rush. Embora Belichick costume focar mais numa secundária preponderante, é hora de apostar as fichas no talentoso grupo de pass rushers que os Pats possuem.

Além disso, outra grande esperança se dá no retorno do CB Stephon Gilmore, que estará elegível para entrar em campo a partir da semana 7, apesar de ainda não saber se ele terá condições físicas (e contratuais) de jogar desde essa data. De qualquer forma, até lá o estrago pode ser profundo demais.

Ausência de playmaking no ataque dos Patriots

Admita: você lembrou de Tom Brady ao ver Mac Jones jogar no domingo. É inegável que o estilo de ambos é parecido. Todavia, nos anos da Era Brady em que os Patriots foram campeões, ele possuía mais playmakers para trabalhar.

Sim, ainda é cedo para criticar o grupo de recebedores, ainda mais porque eles fizeram, no geral, uma boa partida de estreia. Mas o time empacou na redzone, a faixa mais importante do campo, e não por culpa de Mac.

Hunter Henry, Jonnu Smith, Nelson Agholor, Jakobi Meyers e Kendrick Bourne, todos são jogadores úteis e que vão ajudar bastante, mas nenhum é, nem de perto, um dos melhores de suas respectivas posições na liga. E isso faz diferença.

Para conquistar os últimos três Super Bowls, New England em dois contou com o melhor TE de todos os tempos (Rob Gronkowski) e um alvo extremamente clutch (Danny Amendola). E em todos com um dos melhores slot WRs do século (Julian Edelman), não sendo coincidência o único que ele não estava o time perder (Super Bowl LII).

Sim, Mac Jones não é 1% de Tom Brady, não há comparação em relação a isso, mas o fato é que todo quarterback precisa de playmakers no seu ataque, e hoje, nos Patriots, ainda não há nenhum estabelecido. Vamos torcer para que algum se transforme – olho em Jonnu Smith.


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