Por que os Patriots têm mais sucesso com WR veteranos do que com calouros?

NKeal Harry College

Antes do Draft os Patriots tinham muitas lacunas no seu elenco, em especial as posições de Wide Receiver e Tight End. Essas deficiências foram tão evidentes que pela primeira vez os Patriots, tendo o Bill Belichick como treinador (e como General Manager não oficial, mas na prática), selecionaram um Wide Receiver na escolha 32 da primeira rodada do Draft 2019.

Mas uma dúvida ainda fica no ar: Por que os Patriots geralmente têm mais sucesso com WR veteranos do que com calouros?

Por que os Patriots geralmente têm mais sucesso com Wide Receivers veteranos do que com calouros?

Desde 2000 quando Bill Belichick chegou à Nova Inglaterra, os Patriots recrutaram dezesseis recebedores, nunca no primeiro round, dos quais apenas cinco tiveram sucesso na equipe: Julian Edelman (draft de 2009, round 7 e escolha 232), David Givens (draft de 2002, round 7 e escolha 253), Brandon Tate (draft de 2008, round 3 e escolha 83), Matthew Slater que tem atuação maior com os Special Teams (draft de 2008, round 5 e escolha 153) e Deion Branch (draft de 2002, round 2 e escolha 65).

Na semana anterior ao Draft 2019, durante a entrevista coletiva que concedeu, Bill Belichick deu sua opinião sobre assunto: “Eu diria que o problema no futebol americano universitário é que ambos não possuem o mesmo estilo de passe do futebol americano jogado em uma temporada na NFL; é mais difícil avaliar os recebedores, é mais difícil avaliar o Quarterback, é mais difícil avaliar o Offensive Tackle, é mais difícil avaliar os Pass-Rushers e é mais difícil avaliar os jogadores de cobertura. Estamos todos olhando para o mesmo filme, ou seja toda a liga, todos estamos vendo os mesmos jogos. Mas o passe nos jogos universitários é muito diferente do passe no futebol profissional, então quando você está olhando para ele, você está olhando para um monte de coisas que realmente projetam todas essas posições de forma um pouco diferente. Até certo ponto, é diferente também no que diz respeito ao jogo corrido, mas provavelmente menos diferente no jogo corrido do que no passe, na minha opinião.”


Se comparamos as taxas de acerto com as adições realizadas durante a Free Agency, o valor é maior. Nomes como Randy Moss, Chris Hogan, Danny Amendola, Brandon LaFell e Brandon Lloyd chegaram à Nova Inglaterra e tiveram um enorme sucesso no time e Randy Moss, por exemplo, é Hall Of Fame.

“Eu acho que é sempre mais fácil avaliar os jogadores na NFL do que avaliar jogadores universitários”, disse Belichick.

“Olha, se conseguirmos um cara de um time diferente, vamos vê-lo jogar contra muitas das mesmas equipes que jogamos. Nós simplesmente não o vimos jogar em nosso sistema, mas certamente o vimos enfrentando outros jogadores da nossa divisão, outros jogadores em nossa conferência ou jogadores comparáveis ​​em esquemas semelhantes, o que também é fundamental”.

“Em muitos casos na faculdade, você está projetando um cara de qualquer esquema de faculdade. Se ele está em um esquema totalmente diferente, então isso é imperfeito. Mas, novamente, todos nós temos a mesma oportunidade aqui. São os mesmos jogadores. Estamos todos assistindo ao mesmo jogo, então todos nós temos que tomar decisões independentes de equipe para equipe sobre como esse jogador vai se encaixar em qualquer time que esteja tentando fazer isso. É muito mais difícil da faculdade para a NFL do que da NFL para a NFL”.

Contrariando todas expectativas, os Patriots draftaram um Wide Receiver na posição 32, que foi considerado por muitos com uma excelente aquisição ao corpo de recebedores e se espera que ele consiga se adequar ao sistema dos Patriots por ter qualidades muito apreciadas pelo Bill Belichick.

Somada a chegada do Harry, os Patriots também apostaram nos calouros Wide Receivers: Jakobi Meyers, Xavier Ubosi e Ryan Davis; todos Free Agents não draftados.

A nossa esperança é que desta vez os Patriots tenham mais “sorte” com essas novas aquisições e que possamos ter cada vez mais alvos confiáveis para Tom Brady, sobretudo na Red Zone, onde foi uma das nossas maiores carências na temporada passada.

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