Patriots utilizam menos o no-huddle

Durante a era Bill Belichick/Tom Brady, o ataque dos Patriots sempre foi bom. Em alguns anos, entretanto, o nível e a velocidade do jogo ofensivo de New England deixava os adversários impotentes, quase sem chances de acompanhar o ritmo imposto.

Durante os melhores anos do ataque dos Patriots, vimos o time utilizar bastante o no-huddle, ou seja, o ataque ir para a próxima jogada ofensiva sem conferência, sem substituições, impedindo a defesa de substituir e dando menos tempo de reação.

Em 2016 os Patriots estão economizando nesta forma de atacar as defesas adversárias.

Patriots utilizam menos o no-huddle

O ataque de New England está mais devagar em 2016. Não que isso signifique que está menos produtivo, apenas que não utiliza tando das jogadas sem conferência, o chamado no-huddle.

Eis os números dos quarterbacks dos Patriots em 2016 quando utilizam o no-huddle:

Jimmy Garoppolo: 0/0;

Jacoby Brissett: 2/3 para 18 jardas;

Tom Brady: 13/16 para 135 jardas e 2 touchdowns.

No total, foram apenas 19 jogadas em 2016 em que os Patriots foram para o no-huddle, apenas 6,76% do total de 281 snaps ofensivos no ano.

Para efeitos de comparação, em 2015 o ataque Patriota utilizou do no-huddle em 14,74% dos snaps ofensivos.

Segundo Bill Belichick, nem sempre ir mais rápido significa ir melhor, já que o no-huddle não apresenta apenas vantagens:

“Nós tentamos utilizar coisas que achamos que nos darão uma vantagem. Se nós achamos que vamos ter vantagem fazendo algo nós fazemos, se nós não achamos, não fazemos.”

De acordo com Belichick, ao escolher ir sem conferência, você faz uma equação entre ganhar velocidade e perder a chance de fazer alterações, já que, se por um lado a defesa não consegue fazer substituições no no-huddle, o ataque também não.

Um exemplo disso, e também uma realidade que os Patriots enfrentam em 2016, é a situação dos running backs. Não há como disfarçar que LeGarrette Blount é apenas running back dedicado às corridas, enquanto James White é o running back das terceiras descidas. Se Blount está em campo, são gigantes as chances de corrida, assim como no caso de White, quase certamente virá um passe.

Assim, o no-huddle, pelo menos do ponto de vista da nossa atual situação de running backs, não é tão atrativo. Talvez com a volta de Dion Lewis, que é bom tanto correndo quanto recebendo passes, as coisas acelerem um pouco pelos lados de New England.

Patriots
A iminente volta de Dion Lewis pode ajudar a acelerar o ataque dos Patriots.

Outro argumento que justifica a diminuição do no-huddle, desta vez apontado pelo coordenador ofensivo Josh McDaniels, é o fato de que em 2016, segundo ele, os Patriots não enfrentaram muitas situações de “2 minute offense”.

Quando se tem a bola com pouco tempo para o fim do 2º ou do 4º período, a velocidade passa a ser uma necessidade, o que contribui para uma maior utilização de jogadas sem conferência.

Você pode até discordar dos argumentos utilizados por McDaniels ou Belichick, mas o fato é que mesmo sem utilizar muito do no-huddle, o ataque dos Patriots é, talvez, o melhor da NFL.

Compartilhe esta matéria:

Share on facebook
Share on twitter

Este post tem um comentário

  1. Minha teoria é de que eles estão utilizando menos No Huddle para gastar mais tempo no ataque, por causa da defesa. Pois estamos sofrendo na mão dos ataques adversários com longos drives, se não me engano foram poucas as vezes que ganhamos em tempo de posse de bola.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

O Patriotas é um fã clube oficial no Brasil e reconhecido pelo New England Patriots nos Estados Unidos.

Site desenvolvido pela equipe Patriotas.