Qual o principal problema do ataque aéreo dos Patriots?

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O sistema ofensivo aéreo dos Patriots empacou de vez. Não que o setor fosse uma das fortalezas do time, pelo contrário, mas nas duas últimas semanas ficou ainda mais evidente a pouca inspiração do grupo.

Tanto contra os Colts quanto contra os Bills, a equipe de New England começou atrás do placar logo cedo e não teve forças para conseguir virar. E um dos principais motivos para isso é o ataque aéreo fragilizado do time, que tem como motor do sistema ofensivo o jogo corrido.

Mac Jones evidentemente caiu de produção nos últimos dois jogos, cometendo erros que não vinha fazendo e sendo muito menos preciso, tendo uma média de 51% dos passes acertados, contra 67,2% em toda a temporada.

Esse declínio de Jones é normal e natural por se tratar ainda de um calouro, embora muitas vezes tenha parecido se portar como um veterano. São as famosas “dores de crescimento”.

Todavia, na minha concepção, o grande problema do ataque aéreo dos Patriots está no corpo de recebedores. E não são os WRs. Claro, o grupo de wide receivers é um dos mais fracos da NFL, mas isso a gente sempre soube, nunca foi surpresa. O ataque dos Pats foi montado para os receivers serem o complemento, e não a engrenagem principal.

Contudo, ocorre que quem deveria assumir o papel de destaque não está correspondendo nem perto do esperado: Jonnu Smith. Contratado a peso de ouro na free agency, sendo o primeiro recebedor que New England foi atrás, Smith virou mais um TE bloqueador do que recebedor, transformando-se numa grande decepção.

Até agora, são apenas 27 recepções para 274 jardas e 1 touchdown na temporada. Em 2020, o ex-Titans entrou na endzone 8 vezes. Ou seja, seu desempenho não faz nem um pouco jus ao investimento de $12,5M anuais.

Antes da temporada começar, projetava-se que, ao lado de Hunter Henry, Smith pudesse reeditar a formação com 2 TEs que tanto brilhou em New England com Rob Gronkowski e Aaron Hernandez. E não pode nem dizer que Henry não está fazendo sua parte. Apesar de não aparecer tanto, o camisa 85 está tendo um ano bem produtivo, já sendo o melhor da sua carreira em touchdowns, com 9.

Destarte, esse rendimento totalmente abaixo do esperado de Jonnu Smith impediu de colocar em ação o que era para ser o motor do ataque aéreo dos Patriots. Como consequência, McDaniels precisou contar mais com o grupo de WRs, que obviamente não tem material humano para dar conta do recado. É o efeito dominó.


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