Rafael Belattini: O belíssimo ‘ferrolho’ de New England

Defesa Jamie Collins New ENgland Patriots NFL Rafael Belattini

Mano Menezes passaria horas falando sobre o tema. Fábio Carille aplaudiria em pé. Celso Roth comemoraria como poucos. O “ferrolho” de New England foi um sucesso total.

O jogo contra o Dallas Cowboys foi uma maravilha para quem gosta de ver boas defesas em ação, assim como foi o Super Bowl LIII. E, contra o dono dos melhores números ofensivos na temporada até então, não tem como falar que faltou desafio.

O trabalho defensivo dos Patriots garantiu a 17ª temporada seguida com pelo menos 10 vitórias e New England está muito perto de confirmar mais uma ida aos playoffs e o título da divisão, o que também não surpreende ninguém.

GILMORE, NUNCA CRITICAMOS!

Stephon Gilmore mais uma vez comprovou sua candidatura ao prêmio de melhor jogador defensivo da temporada. As vítimas da vez foram Amari Cooper e Dak Prescott.

O quarterback teve um de seus passes interceptado pelo cornerback – e poderia ter tido outro, na endzone – enquanto o wide receiver saiu de Foxboro sem conseguir pegar na bola uma única vez.

É notável o crescimento do jogador que foi draftado pelos Bills e chegou à New England e demorou para justificar o investimento feito por Bill Belichick. Depois de um começo ruim, com muitas críticas da torcida (eu me incluo nisso), ele foi se soltando e hoje merece ter sua camisa como uma das mais vendidas.

E O ATAQUE?

É complicado fazer qualquer tipo de avaliação depois da partida de domingo. O clima era péssimo e Tom Brady não podia procurar Sanu e Dorsett, fora por lesão e concussão, respectivamente. E a defesa dos Cowboys também não contava com Leighton Vander Esch, vale destacar.

Brady fez sua primeira conexão na endzone com N’Keal Harry, capitalizando uma campanha que já começou nas últimas jardas do campo graças à mais uma grande jogada de Slater, bloqueando o punt.

Alguns problemas se repetiram, mas também foi possível notar alguma evolução na linha ofensiva (foram dois sacks em Brady, mas acho que os outros problemas, como o de recebedores, tiveram mais influência nisso).

Como o próprio camisa 12 reforçou, o forte do time nesse momento é a defesa e a equipe de especialistas. Ao ataque está bastando não estragar o que foi feito e dar certo apoio.

E A ARBITRAGEM?

Já cansei de dizer que não podemos transformar as discussões de jogos da NFL naquilo que acontece com o futebol da bola redonda por aqui. É claro que erros acontecem, mas será que eles realmente definem o jogo?

Jason Garrett deve ter aplaudido (por que não, oras?) quando jogaram aquela flanela que marcou o suposto “tripping” de Travis Frederick. Não houve falta, é fato, mas o quanto isso influenciou no placar?

Dallas teve 12 posses de bola e não conseguiu marcar um touchdown sequer. É sério que era justamente naquela posse que as coisas funcionariam?

A flanela garantiu um certo respiro para Garrett, que deveria mesmo era ficar toda a coletiva explicando a decisão de chutar o field goal na campanha em que chegou até a linha de 11 jardas.

Além disso, se você revisitar toda a partida com uma lupa é possível revisar diversas marcações de campo, inclusive uma saída falsa do ataque dos Patriots em que houve uma clara invasão da zona neutra, ignorada pela arbitragem.

DE OLHO NOS PLAYOFFS

Se você assistiu o Monday Night Football viu que as coisas não serão nada fáceis caso o Baltimore Ravens cruze nosso caminho nos playoffs. Sem sombra de dúvidas é o time a ser batido.

A esperança – muito mais racional do que aquela que nos faz imaginar que o ataque vai melhorar muito em janeiro apenas porque já melhorou em outros anos – é de que Belichick mostre mais uma vez que aprende com os erros.

Voltando ao jogo em Baltimore, acredito que a situação poderia ter sido diferente se White não tivesse tropeçado na linha de uma jarda antes do intervalo e Edelman não tivesse soltado a bola no começo do segundo tempo. Em vantagem, os Patriots poderiam fazer Lamar forçar mais algumas jogadas e isso seria o paraíso para a defesa.

É certo que Belichick já está pensando em fórmulas para mudar este jogo caso o confronto se repita no começo de 2020. Aguardemos.


Rafael Belattini

Rafael Belattini é jornalista com passagem pela ESPN e cobertura de dois Super Bowls. No Patriotas, Belattini escreve sua coluna semanalmente para falar sobre o seu time do coração, o New England Patriots. Siga Rafael Belattini no twitter.

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Este post tem 2 comentários

  1. Boa tarde,

    Existe algum grupo no whatsapp do pessoal daqui do Patriotas?

    Gostaria de conversar sobre o jogo durante e depois com outros torcedores.

    1. Não temos Ian!

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