Rafael Belattini: Na ‘fase bônus’, defesa mostra que é protagonista

Rafael Belattini semana 2 New England Patriots Miami Dolphins NFL Street Fighter

Lembra-se de quando jogava Street Fighter e do nada aparecia um carro estacionado, sem nenhum risco, apenas para praticar golpes e somar pontos? Pois esse é o Miami Dolphins de 2019.
Os Patriots passaram bem pela “fase bônus” (que para nossa sorte se repetira dentro de algumas semanas). Mas a vitória por 43 a 0 não deixou a mesma boa impressão que a da semana passada, contra os Steelers.
Estou sendo crítico demais? Talvez, mas vamos aos tópicos do jogo.

Até quando, Gostkowski?

Na tentativa de transitar entre pontos positivos e negativos, começo pelo kicker que já está tirando o torcedor do sério.
Gostkowski perdeu um field goal de 48 jardas quando o placar era de 7 a 0 e depois errou o alvo em dois chutes de extra points. Para um jogador que tem um dos maiores salários da posição, esses erros são imperdoáveis.
Não me espantaria com Belichick trazendo alguma concorrência para treinamentos no futuro
próximo.

Uma defesa de encher os olhos

Esqueça o ataque e todas as possibilidades prometidas. A defesa foi para Miami e mostrou que merece ser considerada a grande protagonista deste começo de temporada. Oras, após duas semanas, ela anda não levou um touchdown sequer. Quer mais?
É a defesa que menos cede jardas por partida e já conseguiu cinco interceptações. No domingo, o fraquíssimo ataque dos Dolphins sofreu muito e Fitzpatrick viu dois de seus passes parando na end zone errada.
Se os Dolphins não são de nada, os Patriots fizeram sua parte.

Os problemas na linha ofensiva

Na Semana 1 foi Cannon, agora foi Wynn. Se tem uma parte do elenco que gera preocupações é justamente aquela que tem que proteger Tom Brady.
Belichick foi obrigado a colocar os recém-contratados Marshall Newhouse e Korey Cunningham, e o camisa 12 recebeu um calor da defesa dos Dolphins – que não é tão ruim quando seu ataque.
A torcida certamente vai passar os próximos dias olhando a lista do departamento médico para saber quando a linha ofensiva terá o retorno de Cannon e Wynn.

Belichick sem pena do ex-companheiro

O placar era de 37 a 0 e restava pouco mais de cinco minutos no relógio. Correr com a bola e gastar o tempo, colocando em campo boa parte dos reservas? Nada disso. Brady seguiu soltando o braço para marcar mais um touchdown.
Já quando a bola voltou para os Dolphins, Josh Rosen poderia ter melhor sorte se seus recebedores soubessem segurar a bola, mas Belichick mandou uma “Zero Blitz” para cima do QB, quando o jogo já estava mais do que definido.
Ficou claro que Belichick queria o shootout sobre o time do ex-companheiro Brian Flores, mas isso não quer dizer que existia algo ruim entre eles. É o clássico Belichick: “Jogamos 60 minutos”.

E Antonio Brown?

A questão legal parece ser a única coisa a colocar em risco o sucesso do jogador. Talento ele tem de sobra – como já sabíamos – e começou com quatro recepções nos quatro primeiros passes lançados em sua direção, com um touchdown.
Depois a produtividade caiu um pouco,deixando claro que a sintonia com Tom Brady ainda não é a desejável. Mas isso é uma questão de tempo. Basta saber se o camisa 17 terá isso em Foxboro.


Rafael Belattini é jornalista com passagem pela ESPN e cobertura de dois Super Bowls. No Patriotas, escreve sua coluna semanalmente para falar sobre o seu time do coração, o New England Patriots. Siga Rafael Belattini no twitter.

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Este post tem um comentário

  1. Belo comentário,

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