Rafael Belattini: Não me iluda, por favor!

Belattini

Você sabia que Cris Collinsworth se prepara para comentar seu quinto Super Bowl e os Patriots estiveram presente nas outras quatro edições? Pois é. 

Fiquei sabendo pelo próprio, em post feito em seu Twitter na segunda-feira, dia seguinte à vitória (massacre) do New England Patriots contra o Cleveland Browns. 

Sinceramente, esse é o tipo de informação que eu preferia não ter, mas que agora compartilho pois não sou obrigado a sofrer sozinho. 

Afinal, como não ficar empolgado com a apresentação do último domingo?

Para manter os pés no chão é bom lembrar que os Browns estão longe de cumprirem as expectativas criadas antes do começo da temporada, e o atropelamento sobre os Bengals na semana passada pode não ter passado de um “acidente”. 

Mesmo assim, é impossível ignorar a atuação que beirou a perfeição contra um adversário que era apontado como favorito pela maioria dos comentaristas (eu mesmo,inclusive). 

Uma defesa sólida que incomodou o medíocre Baker Mayfield durante todo o jogo, e um ataque capaz de sair das situações mais incomodas.

Como não brilhar os olhos com a campanha que começou ainda atrás da linha de uma jarda e terminou no belíssimo passe de Mac Jones para Kendrick Bourne no meio de dois defensores?

Um drive tão longo assim não foi um fato isolado, já que o primeiro TD da equipe no jogo, então para empatar, saiu de uma campanha de 83 jardas, enquanto para fechar a conversa Brian Hoyer comandou o time em 95 jardas.

Aliás, de brilhar o olho foi a festa pelo touchdown de Jakobi Meyers, talvez o recebedor que mais merecesse entrar na endzone em toda a NFL. Se as arquibancadas já estavam bem vazias naquela hora, a impressão é que todos haviam entrado no campo para comemorar.

A fase é tão boa que vou me permitir concordar com Rex Ryan, que na ESPN americana enalteceu o trabalho de Bill Belichick dizendo que ele está fazendo seu melhor trabalho como treinador nesta temporada. 

Oras, como assim? Afinal, são seis anéis de campeão como técnico além de dois como auxiliar, certo?

Mas não precisa de muita experiência na vida para saber que reconstruir é muito mais complicado do que construir, pois a expectativa está lá e existe uma régua quase impossível de atingir quando se tenta repetir o que já foi feito na sua maior excelência. 

Ainda existem muitas dúvidas sobre a busca por recebedores na free agency (no salário de Agholor, principalmente), mas quem é capaz de manter as críticas sobre a capacidade do treinador no draft?

Alguns podem dizer que foi um golpe de sorte ter Mac Jones à disposição sem ter feito o mínimo de esforço para subir no draft. Mas será que foi mesmo? Ou existia uma comissão técnica com capacidade de ler os sinais de quais seriam as picks anteriores?

O fato é que o time foi montado usando a base que lá estava, a free agency, draft, trocas, etc. Entre erros e acertos, o saldo é mais do que positivo. 

Se Collinsworth terá a chance de nos encontrar em fevereiro do próximo ano já é um exercício de futurologia dos mais complicados (e também perigoso de ser feito tão cedo assim). 

Mas, é bom voltar a sonhar. 


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