Rafael Belattini: O final de semana estranho e suas mentiras

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Playoffs sem Patriots é uma novidade para muitos torcedores e mesmo para aqueles que já viveram tal experiência ainda se trata de uma memória distante, deixando uma sensação completamente estranha ao olhar o bracket da pós-temporada. 

Mas tenho certeza de que todos se divertiram de uma forma diferente com os jogos da super rodada de Wild Card, desta vez sem preocupações. Não queremos nos acostumar, mas uma vez assim, para dar uma trégua para o coração, tudo bem. 

E é claro que nosso time não foi esquecido um minuto sequer e por uma das referências eu tenho que me manifestar. 

Rafael Belattini: O final de semana estranho e suas mentiras

Por mais divertido que tenha sido ver Taylor Heinicke jogando pelo Washington Football Team, não dá para cogitar a ideia de que ele poderia ser um bom titular para os Patriots na próxima temporada. 

Heinicke já passou por Foxboro e não foi aprender a jogar depois disso.

Além do mais, boa parte de seu sucesso no sábado passa também pela surpresa que ele proporcionava à defesa adversária. Algo parecido com o que sofremos contra Foles no Super Bowl LII: como determinar um padrão para a leitura de um ataque comandado por um cara que você praticamente nunca viu jogando?

Enfim, por mais que saiba que boa parte dos comentários nas redes foi em tom de brincadeira, tem coisas que é melhor não invocar de forma alguma. Que Heinicke seja feliz em outro lugar. 

*E por falar em Super Bowl LII*

Lane Johnson, dias após conquistar o título em Minneapolis, fez diversas afirmações atacando os Patriots, um time “comandado pelo medo” e não divertido. Pois acho que as respostas foram dadas. 

Claramente não deve ser a coisa mais fácil do mundo jogar sob o comando por Bill Belichick, mas devemos lembrar que o futebol americano profissional também é um trabalho. Como em qualquer profissão, há momentos de seriedade e momentos de descontração. 

Doug Peterson, que comandava um ambiente muito mais saudável – segundo Lane – na Filadélfia, não é mais o treinador dos Eagles, menos de três anos depois de conquistar o Super Bowl inédito para a franquia. 

Dinastias exigem sacrifícios e New England definitivamente não é um lugar para quem quer ganhar apenas uma vez. 

*Palmas para Belichick*

No domingo, concorrendo com as manchetes da rodada, surgiu a notícia de que Bill Belichick seria condecorado por Donald Trump, que vive momentos mais do que tempestuosos no fim de seu mandato, com a Medalha da Liberdade.

O treinador de New England, contudo, divulgou um comunicado agradecendo a iniciativa, mas renunciando a tal honraria neste momento. 

Independente da visão política que você, caro leitor, tenha, essa parece a decisão mais acertada, mesmo que difícil para quem tem tanta ligação com a Marinha norte-americana, por herança do pai.

Belichick, que faz de tudo para fugir de assuntos que ultrapassem aos gramados nas entrevistas coletivas, certamente fez bem em evitar entrar numa polêmica do tamanho do mundo. 

Que fique focado apenas em montar um time melhor, por favor. 


Rafael Belattini é jornalista com passagem pela ESPN e cobertura de dois Super Bowls. No Patriotas, Belattini escreve sua coluna semanalmente para falar sobre o seu time do coração, o New England Patriots. Siga Rafael Belattini no twitter.

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Foto de capa de autoria de Al Bello/Getty Images.

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