Rafael Belattini: O pior presente e o gosto amargo após a ceia de Natal

Certamente não foi o presente que o torcedor esperava no Natal. Deixou um gosto amargo na boca de todos logo após a ceia, e vai ser difícil sair.

Porque se você me dissesse em agosto que os Patriots fariam um jogo contra os Bills, na Semana 16, valendo o controle da divisão, provavelmente eu aceitaria este cenário fosse qual fosse o desfecho dele.

Mas agora não!

Pois há pouco mais de 20 dias, na vitória conquistada no atípico jogo em Buffalo, a empolgação era real e claramente justificável. Éramos “o time mais quente da NFL”, vindos de sete vitória seguidas, líderes da AFC e candidatos ao Super Bowl.

O cenário de agora, nas portas de 2022 é muito mais próximo daquele que esperávamos antes do começo da temporada. Se voltarmos à Semana 6 até podemos dizer que seria um sonho estarmos na posição que estamos.

Foi colocado um doce em nossas bocas, mas os Colts e Bills tiraram sem a menor dó. Ou será que fomos nós mesmos que deixamos cair?

Nos dois jogos após a semana de Bye o time entrou da mesma forma: sonolento, enroscado, pouco criativo e demorando para engrenar. Em ambas as partidas o time só acordou quando a coisa já parecia bem difícil de ser revertida.

Não acho que os Patriots possam ser classificados como decepção, pois estariam fazendo até mais do que o esperado há poucas semanas.

Também não me acelero em cravar, como tantos, que o time fará figuração nos playoffs. É a tal dicotomia que tratamos na semana passada: nem tanto ao céu, nem tanto à terra.

A derrota contra os Colts, como alertei, não gerou aquele efeito que muitos esperavam pelo costume dos Patriots de outras épocas: aquele revés que serviria de alerta e impulsionaria o time rumo ao título.

Contra os Colts e contra os Bills, as derrotas foram simplesmente derrotas. Delas é possível tirar lições, corrigir erros do percurso e, quem sabe, aprender algo para usar já em janeiro, que é quando realmente quando um time tem que jogar o seu melhor.

Da derrota na AFC em 2016, tiramos lições e adicionamos jogadas de conversão de dois pontos que foram fundamentais na épica conquista do Super Bowl em fevereiro de 2017. Enfim, sempre há o que aprender.

Podemos mudar em poucas semanas e podemos levar uma bagagem importante para a próxima temporada. Um exemplo? Que tal buscar bons recebedores para fazer um ataque interessante e que não precise apostar mais em N’Keal Harry? Eu já agradeceria demais.

Mas faço questão de reforçar que por mais frustrantes que tenham sido as últimas semanas (azedando as nossas festas de final de ano), as derrotas para Bills e Colts não desqualificam os Patriots na briga por qualquer coisa ainda nesta temporada.

Vai ser diferente ver esse time jogando uma rodada de Wild Card como visitante, mas é bom entrar num ano novo com a cabeça aberta para novas possibilidades, não?


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Este post tem um comentário

  1. Belattini, o problema é que Mac Jones não é um bom lançador, pois lança com medo de errar. Quem tem medo de errar…Por outro lado não temos TE a altura do Gronk, também não temos WR confiáveis.
    O jogo terrestre nos ajudou nas vitórias anteriores. Quando o jogo terrestre foi bloqueado pelos dois últimos adversários, forçando o jogo aéreo, o desastre veio a cavalo.

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