Rafael Belattini: Que venha o novo

Belattini

Está na hora de viver a maior temporada da história da NFL (pelo menos no tamanho, será) e não sei se sou apenas eu, mas o sentimento é ambíguo com relação ao que teremos do New England Patriots.

O lado mais forte, provavelmente movido pelo coração, mal se aguenta da expectativa de voltarmos a viver aqueles dias incríveis de um passado tão recente. E para isso temos um “brinquedo novo”. 

Acredito que raros aqui viveram essa sensação em 1993, a última vez que havíamos recrutado um quarterback na primeira rodada de um draft.

Mac Jones encontra uma franquia completamente diferente daquela que teve Drew Bledsoe, e a culpa não foi do “Quarterback do futuro” (ah, Vanucci), mas sim de seu substituto, aquele que há 20 anos trouxe a glória após uma jogada que poderia decretar o fim de uma temporada.

Colocar os Patriots em seu segundo Super Bowl foi histórico e incrível para Bledsoe, mesmo que tenha saído sem o título. Mas agora, a cobrança em Jones é mais pesada.

Com um dos maiores treinadores de todos os tempos e uma torcida que se acostumou com títulos, o camisa 10 não pode ser encarregado de recuperar uma dinastia logo no primeiro ano após deixar o college. Nem Brady fez isso.

Jones precisa ter tranquilidade para trabalhar. Nada de comparações com o passado, sejam elas positivas ou negativas. O que Mac Jones fizer com a camisa dos Patriots deve ser tratada como uma marca pessoal.

Podemos presenciar as tais “dores do crescimento”, que não pouparam nem gênios como Peyton Manning. Ou então podemos ser impressionados por apresentações dignas de prêmios de calouro do ano. 

Tudo isso será o legado dele e não deve – por mais que pareça inevitável – ser comparado com o que Tom Brady fez no começo do milênio ou esteja fazendo agora.

Por outro lado, contudo, vem aquela história do “gato escaldado”. 

Se vocês se lembram, no ano passado fiz previsões muito otimistas para o time, colocando-o na briga pelo título da divisão e até uma vaga na final da AFC mesmo com todos os opt-outs. Deu no que deu. 

O começo foi animador demais e não foram poucos os que pediram contratos longos para Cam Newton – e achar quem admita ter falado isso é algo bastante complicado hoje em dia. 

Então, como prever o nosso futuro em 2021? Como manter o otimismo que já nos machucou no ano passado tendo ainda um calouro como quarterback? Ao mesmo tempo, como ignorar as voltas que fortaleceram nossa defesa e o camisa 10 que precisou de poucos meses para convencer Bill Belichick?

Para este primeiro momento, antes do kickoff, vou me arriscar menos, mas ainda acredito que voltaremos aos playoffs. Será uma vaga de wild card, pois ainda não é a hora de pegarmos de volta a AFC Leste. No mata-mata, o que vier será lucro.

Mas, no fundo, o sonho é ver uma cara nova em fevereiro em cima de um pódio ao lado de Roger Goodell. 

Oras, isso ainda é grátis e vou usar.

Seguiremos acompanhando tudo isso, cada capítulo dessa nova história, aqui nesta coluna, e também podemos estender o papo no meu Twitter (https://twitter.com/RafaBelattini).


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