Rafael Belattini: Sem Brown, sem problema. Mais um passeio em Foxborough.

Rafael Belattini Josh Gordon New England Patriots

Mais uma semana se passou e o New England Patriots está 3-0 na temporada, com mais uma belíssima atuação da defesa.
A tarde em Foxboro só não foi mais tranquila e avassaladora porque Olszewski e Stidham erraram, permitindo 14 pontos ao New York Jets, e alguns problemas médicos fizeram o torcedor temer pelo pior.
Mas, apesar dos pesares, aparentemente tudo está tranquilo pelos lados do Gillette Stadium.
Vamos aos detalhes do final de semana.

Na NFL o futuro é muito dinâmico

Lembra quando o torcedor se atrapalhava pensando em quem teria que ficar de fora do ataque? Pois é. Em pouco menos de 40 minutos de partida, Brady teve que alinhar com Dorsett como o principal recebedor e até Olszewski tendo uma chance fora do special team.
Antonio Brown se foi (trataremos disso mais adiante), Edelman deixou o jogo ainda no primeiro tempo com uma lesão que se mostrou menos grave na segunda-feira, e Josh Gordon também foi para a sideline com um problema na mão.
Isso é ótimo para mostrar que em um esporte tão físico e que envolve tantos outros fatores, nunca é possível relaxar com relação ao elenco. Um snap é suficiente para mudar tudo.

Começo rápido e só

Nas três primeiras posses de bola foram três touchdowns – e o placar de 20 a 0 graças a Stephen Gostkowski errando mais um extra-point. Mas depois, em 11 posses, foram sete punts e uma pick six de Jarrett Stidham que mandou Brady de volta para o campo.
Mesmo aceitando que os Jets fizeram bons ajustes na defesa durante o intervalo, os Patriots também demonstraram pouca criatividade depois do começo avassalador. Quero acreditar que é uma simples ideia de que você não precisa gastar truques que tem na manga se o jogo já está controlado.
Também pode ser o velho começo lento da equipe na questão ofensiva. A diferença é que em 2019 a defesa dá as cartas.

0.27 pontos por posse dos rivais

Depois de uma atuação espetacular em fevereiro, a defesa dos Patriots parece algo ainda mais incrível. Afinal, em três semanas foram apenas 3 pontos permitidos aos rivais, com uma impressionante média de 0.27 pontos por posse de bola do adversário.
Tudo bem que o ataque dos Steelers não é mais o mesmo de outrora – mas ainda tinha Big Ben – e não dá para achar que Miami Dolphins e um Jets com Luke Falk sejam grandes desafios, mas a defesa faz sua parte transformando o adversário em algo ainda pior.
Bill Belichick faz mistério até sobre quem chama as jogadas da defesa, mas está mais envolvido nas decisões do setor e parece realmente estar gostando de relembrar os velhos tempos.

Quem precisa de Antonio Brown

Agora vamos à efêmera passagem de Brown por Foxboro, com apenas um jogo e um touchdown. Não sei quanto a vocês, mas eu me senti extremamente aliviado com a dispensa
do jogador, na sexta-feira.
Brown veio acompanhado de um turbilhão de polêmicas e era difícil imaginar que o ambiente ficaria tranquilo por muito mais tempo.
Realmente acredito que os Patriots contrataram o jogador sem saber das denúncias – ou não teriam oferecido um contrato com US$ 9 milhões garantidos, penso. Porém, elas vieram e as perguntas também.
Belichick não lidou bem com a situação e cometeu alguns erros terríveis nas coletivas. Agora terá mais chances de deixar o tema no passado, mesmo que venha a ser alvo da ira de Brown nas redes sociais. Bill não tem “Snapface”, então tudo bem.
Além disso, Dorsett e Gordon ganharam mais espaço no jogo do domingo e aproveitaram bem. Cada um deles teve pelo menos um par de boas recepções, enquanto Jakobi Meyers pôde voltar ao campo.

Um desafio maior no domingo

Desde 2015 os Patriots não começam uma temporada com 4-0. Para repetirem o feito, o time precisará se provar contra a interessante equipe dos Bills, em Buffalo.
Enquanto aguardamos boas notícias sobre a linha ofensiva, que ainda é o setor mais problemático de todos, e também sobre Julian Edelman, perdemos o confiável James Develin,colocado na IR.
A defesa dos Bills tem potencial para ser um verdadeiro desafio, enquanto o ataque também pode dar trabalho, por mais que Josh Allen muitas vezes pareça ter mais talento do que juízo.

Rafael Belattini

Rafael Belattini é jornalista com passagem pela ESPN e cobertura de dois Super Bowls. No Patriotas, escreve sua coluna semanalmente para falar sobre o seu time do coração, o New England Patriots. Siga Rafael Belattini no twitter.

Foto da capa: Patriots.com

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