Rafael Belattini: Somos todos mal-acostumados

Bellatini

Até que enfim tivemos um final de semana tranquilo. Vitória em Foxboro (a primeira na temporada), uma “goleada” e quase nada para se questionar sobre a equipe. 

Quase, porque ninguém está aqui para se contentar de imediato e preferia não ter levado 202 jardas e um touchdown do quarterback reserva de um dos piores times da NFL.

Além disso, a secundária ainda sofreu mais um duro golpe com o fim da temporada para Jonathan Jones. Justo na semana em que o adversário é um dos melhores passadores da atualidade. 

Mas, vamos lá: o que é possível se analisar de uma vitória por 54 a 13?

Além de constatar que seu adversário está longe de ser um time competitivo, resta pouco a se observar de positivo ou até mesmo de negativo, pois é normal haver uma acomodação quando o jogo já está mais do que em suas mãos. 

Talvez o melhor agora seja aproveitar essa “bye week” extra para observarmos outras coisas que se passam na liga. E, olha, lhe garanto que você vai passar a valorizar muito mais o que vive/viveu. 

Para começar vamos falar dos vizinhos, como bons fofoqueiros. 

No segundo ano sem Brady eu já percebo a torcida mais confiante em Mac Jones (com muitos motivos para isso). Sofremos no ano passado? Sim, mas o que podemos dizer do Miami Dolphins, que desde Dan Marino tem sido um terreno infértil para a posição?

O processo começado há dois anos – comandado por Brian Flores, que todos torcedores comemoraram terem “roubado” de nós – parecia ter um caminho definido para o sucesso. Mas na hora da verdade tudo foi por água abaixo. 

Se a ideia era um “Tank for Tua”, parece que o tiro foi errado (por mais que ainda ache cedo para afirma isso). E isso, segundo os relatos, ainda pode ter resultado no climão interno pelo interesse do front office no QB que responde 22 processos.

Ah, e nem vou falar nos Jets, que mais uma vez tem um ótimo prospecto de QB em mãos, mas já vimos eles desperdiçarem isso algumas várias vezes. 

Já está convencido de que estamos reclamando de barriga cheia? 

Talvez sejamos mimado, pois se olharmos um pouco mais adiante, na AFC Oeste, vamos ver o quão difícil é conseguir ficar tantos anos no topo. 

O Kansas City Chiefs sonhava em 20-0, eram os favoritos para voltarem ao Super Bowl pela terceira vez seguida e retomarem a taça que perderam em fevereiro. 

Oras, isso é para poucos. 

Voltar para o Super Bowl depois de ganhar um já é visto como uma missão difícil. Voltar ao grande jogo logo depois de ter perdido um é algo ainda mais raro. Agora imagine jogar três Super Bowls seguidos, mesclando as duas situações e saindo com duas taças.

Nós fizemos isso.

Vivemos a maior dinastia da história do futebol americano e ela aconteceu numa época em que regras foram criadas justamente para que isso não existisse. 

Depois de apenas um ano ruim já somos capazes de vislumbrar dias melhores.

E não se trata de um sonho frágil como todos os anos vemos nos mais diversos rivais. Nossos sonhos são dirigidos por pessoas que já fizeram tudo virar realidade. 

Na semana de um 54 a 13, com um jogo difícil no final de semana, as vezes vale a pena lembrar que podemos sim estar reclamando de barriga ainda cheia.

Mas quem mandou criar uma torcida com tanta fome?


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