Rafael Belattini: Torcer ou não por Tom Brady?

Brady

Restando três jogos para o fim da temporada, nosso sentimento se mistura em diversas emoções. A saudades da ansiedade por estar no AFCCG, a esperança de voltarmos a viver isso no ano que vem, e a dúvida se torcemos ou não por um certo quarterback. 

Tom Brady aposentou Drew Brees no último domingo e se prepara para encarar Aaron Rodgers no NFCCG, fazendo o jogo que sempre esperamos para um Super Bowl. E aí, você vai torcer para quem?

Rafael Belattini: Torcer ou não por Tom Brady?

O Rodolfo Bueno já explicou aqui que TB12 não conseguiria repetir o sucesso de Tampa Bay no atual time dos Patriots, e ao longo da temporada já dissemos que 2020 foi o preço que pagamos por termos disputado quatro Super Bowls em cinco anos, ganhando três deles. 

Então, tirando isso do caminho, acho que devíamos ficar felizes pelo sucesso de Brady e Gronkowisk no próximo final de semana e, quem sabe, em fevereiro. 

Durante anos discutimos com várias pessoas que diziam que Brady só tinha tantos títulos por jogar em uma divisão fraca e uma conferência que não oferecia tanta competitividade, arrumando a desculpa que fosse para justificar a queda prematura de Peyton Manning. 

Brady mudou de vizinhança, pela primeira vez teve que disputar uma rodada de wild card como visitante e, vejam só, já chegou à disputa direta pela vaga no Super Bowl. E não vai se intimidar com o frio da “Frozen Tundra”. 

Se o TB conquistar um anel pelos Bucs, os seis conquistados em New England não serão apagados. Nosso calouro de sexta rodada, que convenhamos foi carregado pela defesa no primeiro ano, terá mostrado que é sim o maior quarterback da história do esporte. 

*Vencedores e perdedores?*

Brady, ao contrário do que defendeu Colin Cowherd, não “venceu o divórcio” com Bill Belichick e os Patriots. Aliás, qualquer análise nesse sentido me parece algo puramente midiático, na vontade de levantar polêmicas vazias. 

O quarterback aproveitou muito bem os anos em New England, quando o time – como disse Belichick e reforçamos acima – montou um elenco que desse condições de brigar todos os anos pelo Super Bowl. 

O salary cap, por outro lado, foi criado justamente para evitar dinastias – o que só aumenta o feito dos Patriots nos últimos 20 anos – e agora temos que pagar por tudo o que foi feito.

Em Tampa, Brady encontrou um elenco cheio de alvos e que precisava apenas um quarterback competitivo para conquistar um título. 

Ou seja, para ficar na tese de divórcio de Cowherd, seria como se um lado ficasse com um carro novo e um apartamento de luxo enquanto o outro acabasse com todos os boletos para pagar. 

Tom Brady seguiu seu caminho por gostar de ganhar e sabe que seu tempo está passando. Belichick, que também odeia perder, trabalhou dentro do possível e sabe que no ano que vem poderá fazer algo melhor. 

No fim, a verdade é o New England Patriots fica com as conquistas do “casal” e seguirá em busca de novas glórias. 

Ao contrário do ditado, neste caso vão-se os dedos, ficam os anéis. 


Rafael Belattini é jornalista com passagem pela ESPN e cobertura de dois Super Bowls. No Patriotas, Belattini escreve sua coluna semanalmente para falar sobre o seu time do coração, o New England Patriots. Siga Rafael Belattini no twitter.

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