Rafael Belattini: Um encontro aguardado, mas pouco desejado

Bellatini

A tão aguardada Semana 4 está chegando e fico aqui pensando o quanto tenho que falar sobre o que se passou no domingo passado, na vexatória derrota para o New Orleans Saints que “sujou” uma tarde que era para ser especial de homenagens a Julian Edelman.

Acho que a colega Tatiana Cazorla já descreveu muito bem o que assistimos, então vou usar apenas o que serve para falar o que esperar do duelo com o Tampa Bay Buccaneers: não vai ser bonito.

Já conseguimos contornar setembros ruins – afinal o que importa é jogar bem em janeiro – mas não resta quase nenhum espaço para imaginar que a campanha não será 1-3 no fim da noite de domingo. 

Uma linha ofensiva mais furada que tábua de pirulito, um grupo de recebedores que está longe de empolgar, lesão do White e uma defesa que parece ter potencial para muito mais do que vem fazendo. 

Até mesmo o apego ao 28-3 para acreditar fica difícil, já que um dos protagonistas daquilo estará na sideline errada.

Mas outras coisas precisam ser ditas sobre este duelo especial de domingo, quando Tom Brady retornará ao Gillete Stadium usando uma camisa errada e lançando adagas nos corações de incautos. 

Esse jogo vale o mesmo que os outros, não passado e futuro

Acho importante destacar que quando se encerrar o quarto período do jogo as tabelas mostrarão um L ou um W assim como acontece em todas as semanas.

Patriots e Buccaneers é especial, mas vale o mesmo que sempre. Não é um Super Bowl, não acaba com uma temporada, e muito menos definirá quem é o verdadeiro dono dos seis Vince Lombardis que estão em Foxboro.

Segue sendo um absurdo analisar o jogo como um duelo entre Tom Brady e Bill Belichick, já que eles sequer estão com condições iguais de disputa. 

Brady saiu de Foxboro e foi para um time pronto, com um dos melhores elencos da NFL e em condições de brigar pelo título que viria a conquistar. Restou a Belichick o bagaço da laranja. 

No “Ano Dois” da reconstrução dos Pats algumas decisões foram questionáveis na free agency, mas Roma não foi construída em um dia. 

Já falei aqui e sigo repetindo: a dinastia não era de Belichick ou de Brady, mas dos Patriots. A dupla conquistou tudo aquilo e ninguém será capaz de precisar qual a parcela de culpa de cada um.

Forever NE

Confesso que não me empolguei com a hashtag para a temporada, mas o #ForeverNE vai ser importante neste domingo.

Não vou ficar julgando aqueles que “desembarcaram” da franquia com Tom Brady, pois é normal que muitos fãs sigam o vocalista e abandonem a banda. Sem problemas. 

Mas no domingo a hashtag vai representar muito o meu sentimento.

Pois não tem essa de “torcer por Brady” em Foxboro. Que ele faça o jogo dele e saia saudável, mas ia adorar vê-lo lançar pick-six, sofrer fumbles e cair no chão em posição fetal ao ser abraçado por Hightower e companhia. 

Afinal, ele mesmo disse que domingo não é dia de memórias, mas sim de jogar futebol. E quando a bola voa não tem amigo do outro lado. 


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