Rafael Belattini: Uma fórmula que já conhecemos bem

Belattini

Se eu tivesse que apostar, diria que você abriu esse texto com um sorriso no rosto.

Afinal, é impossível ler alguma coisa relacionada aos Patriots nos últimos dias sem ao menos esboçar um sorriso, pois os bons ventos parecem realmente soprar na Nova Inglaterra. 

A Semana 11 foi de duas vitórias: primeiro o atropelamento na quinta-feira, contra aquele time que confesso já me sentir mal por tanto mal que fizemos a ele; depois, no domingo, com a derrota dos Bills. 

O olhar que estava voltado para as contas na briga pelo wild card agora já foca no título da divisão, pois aqueles que deveriam dominar após a saída de Brady viram que não é tão fácil assim se manter no topo.

Os Bills também me obrigaram a mudar esta coluna, que seria voltada mais para a construção de novos ídolos, minha busca por camisa de mangas longas vermelhas e uma dúvida sobre o número da camisa que eu poderia cogitar um investimento. 

Assistindo ao segundo episódio da série Man in The Arena, revisitei a dispensa de Lawyer Milloy, também conhecida como a primeira vez em que ousamos duvidar de uma decisão de Bill Belichick. 

Antes que me acusem de “passador de pano” para o head coach, quero deixar claro que discordo de muitas decisões dele e vi inúmeros erros nos últimos anos. Mas temos que concordar que no balanço final ele tem mais acertos do que erro. 

O trecho que me chamou mais atenção foi quando Belichick explica que o objetivo não era acumular astros, mas formar um time. Nada poderia ser mais preciso do que isso. 

Como a frase é de 2003 ela não pode ser considerada uma indireta, mas apenas uma lição não aprendida por muitos times que nem precisam ser citados. 

Claro que a dinastia foi formada por muitos e muitos astros, mas a grande parte desses jogadores chegou à Foxboro longe dos grandes holofotes. E muitas vezes aqueles que chegaram com fama acabaram fracassando. 

Brady era escolha de fim de draft, Welker já tinha passado pelos Chargers e Dolphins sem brilhar, Edelman era um obscuro quarterback nanico, Gronkowski não foi o primeiro tight end do draft de 2010, entre outros tantos casos que podemos passar horas lembrando. 

Não se trata apenas de “esquema”, pois nada resiste se não há talento. Trata-se de uma correta união de fatores para permitir aquela história de que é possível transformar qualquer um em MVP de Super Bowl. 

Por que tudo isso (que já cansamos de repetir) é relevante neste momento? Pois talvez seja o nosso maior trunfo no presente. 

Na temporada em que muitos acumulam astros e poucos passam confiança, uma equipe “operária” vai evoluindo, vencendo jogos e ganhando um destaque que não estava previsto no começo do ano. 

Óbvio que o recomendado é manter a cabeça logo acima do pescoço, já que nada foi conquistado e já vimos muitos times se destacarem e afundarem em questão de dias nesta temporada. Mas pode existir um diferencial. 

Se muitos comparam o atual Patriots com outras equipes que construíram a dinastia, o ponto em comum é um sistema em que todos devem fazer suas funções e existe pouco espaço para vaidades.  


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