Rafael Belattini: Vai ser difícil segurar o ‘Empolgou’

Rafael Belattini Dificil segurar Empolgou

Começar uma coluna sempre é algo complicado, então vou me apresentar para aqueles que
não me conhecem.

Torcedor dos Patriots há mais de duas décadas, sou formado em jornalismo e cobri, in loco,
dois Super Bowls – com derrotas de Peyton Manning e Tom Brady.

Agora, aqueles que já me conhecem sabem que eu costumo ser bem exigente com o time,
cobrando até mesmo em vitórias. E por que essa explicação é importante? Porque qualquer
um vai ter dificuldade em acreditar que eu sou crítico após ler esta coluna.

A vitória sobre o Pittsburgh Steelers, neste domingo, talvez seja um dos únicos momentos na minha vida de torcedor em que sai quase completamente satisfeito.

Então vamos às observações:

Como não se empolgar com o ataque?

Eu gostei muito da notícia da chegada de Antonio Brown, mas os Patriots podem acabar
aparecendo naqueles programas de acumuladores compulsivos. Afinal, sem o camisa 84 e
Demaryius Thomas, inativo, a interessante defesa dos Steelers não teve a menor chance.
Dorsett teve o primeiro jogo da carreira com mais de um touchdown, terminando a partida
com quatro recepções para 95 jardas, mas ainda teve Gordon, que recebeu o primeiro TD da temporada, Edelman, White, Burkhead (que merece destaque). Até mesmo Develin alinhou como recebedor no alto do campo.
A profundidade deste grupo é de tirar o sono dos rivais.

Too old?

Quem está esperando Tom Brady cair do penhasco vai ter que seguir aguardando. Pela 88ª vez na carreira, o camisa 12 terminou um jogo com mais de 300 jardas lançadas (341), o terceiro que mais fez isso na história da NFL.
Destaque para o passe de 58 jardas para Dorsett, que terminou em TD, e um de 44 jardas para Gordon, que recebeu no meio de três e segurou a bola mesmo levando uma tremenda pancada.

Defesa de tirar o chapéu

Mesmo sem Kyle Van Noy, liberado para acompanhar o nascimento do filho, a defesa permitiu apenas três pontos para o ataque de Ben Roethlisberger. E não foi demérito do ataque do Pittsburgh Steelers.
No primeiro tempo a melhor posição de campo dos Steelers foi a linha de 47 jardas do campo de ataque, nos instantes finais, quando acabaram parando numa tentativa de quarta descida.
Foram 32 jardas cedidas pelo chão e 308 em passe, mas a maioria delas quando o jogo já estava resolvido.

Para não dizer que tudo são flores

A linha ofensiva fez seu trabalho e Isaiah Wynn teve uma estreia de gala na NFL, mas eu tenho que reclamar de algo, certo?
Ted Karras não foi mal substituindo Andrews, que está fora de toda a temporada, mas seu snap ainda é bem estranho. Algumas bolas mais altas do que deveria, outras estranhamente lentas. Algo que realmente precisa ser mais bem trabalhado.
A lesão de Marcus Cannon é algo para se preocupar, pois foi depois de sua saída que Brady passou a ser pressionado e pode ser um problema para Dante Scarnecchia.

E na Semana 2?

Certamente você se lembra do Miami Miracle do ano passado, certo? Mas neste ano os Dolphins podem precisar de um milagre ainda maior.
É claro que algo sempre acontece no Hard Rock Stadium e os Patriots se dão mal, mas neste ano a história pode ser bem diferente. E não precisa ser um gênio para entender que os 59 a 10 dos Ravens não aconteceu por acaso.
Brian Flores conhece bem a equipe dos Patriots, só que o este time de Miami, ao menos na Semana 1, pareceu confirmar as expectativas de uma temporada de tank.
A vitória é quase uma obrigação para Belichick e companhia.

Imagem da capa: Patriots.com


Rafael Belattini é jornalista com passagem pela ESPN e cobertura de dois Super Bowls. No Patriotas, escreve sua coluna semanalmente para falar sobre o seu time do coração, o New England Patriots.

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