Rafael Belattini: Deixa o menino jogar!

Belattini

Mais uma derrota dolorosa, com o time jogando melhor do que esperávamos (afinal, a partida contra os Texans fez esperarmos pelo pior) e ficando perto, morrendo na praia novamente. 

Mas meu domingo me fez ter uma perspectiva diferente da temporada e a derrota que eu mais lamento agora é aquela da Semana 1, em casa, contra os Dolphins. 

Tendo a oportunidade de ver esse time de Miami de perto, jogando em Londres, tive a clara certeza de que se há um L que mereça ser lamentado é exatamente esse. O 17 a 16 pode cobrar muito no fim da temporada.

Se estamos lamentando algumas expectativas frustradas, nosso rival tem que chorar muito pelo que está vendo em uma temporada que gerava esperança e resultou em muitos passo atrás. 

Bom, mas voltemos para os nossos problemas e dores.

Já escrevi essa coluna com visões positivas e pessimistas, em vitórias e derrotas. Fica difícil saber qual é o meu sentimento neste momento, com um terço da temporada já decorrido. 

Alegro-me com o bom jogo contra um dos concorrentes ao Super Bowl? Ou espero uma atuação frustrante no próximo domingo, contra os Jets, por estar “vacinado” após a sequência Buccs/Texans?

Não consigo pensar em nada diferente do que um 3-4 no domingo, mas certamente estarei receoso para a viagem para Los Angeles e o encontro com os Chargers na Semana 8. Ganhar de um time fraco jogando mal e perder de um time bom jogando bem? Possível.

Mas agora, com o 2-4, espero uma postura diferente da nossa comissão técnica, especialmente no que diz relação ao nosso quarterback.

Mac Jones, como bem já falou o colega Sidney Torres por aqui, mais uma vez saiu de campo como um dos pontos positivos do time e já me parece que é hora de deixar o garoto voar.

Sair de uma pick-6 diretamente para um passe para TD de 75 jardas não é algo que deva ser desprezado. Por mais que algumas caras e posturas desoladas na sideline ainda me incomodem, está claro que ele sabe jogar. 

Mac Jones foi motivo de desconfiança no draft por causa do suposto interesse do San Francisco 49ers. Não valia uma segunda escolha? Talvez. Mas isso não queria dizer que ele não tinha capacidade de jogar na NFL. 

Talvez seu teto não seja o mais alto entre os QBs que saíram com ele na primeira rodada, mas nesse momento talvez ele seja o mais pronto para jogar: ciente de suas qualidades e limitações. 

Mesmo considerando que o jogo terrestre finalmente deu as caras na temporada de New England, será que devemos limitar Jones a apenas 21 tentativas de passe?

Seis semanas parecem ter sido suficientes para Mac Jones assimilar a NFL e provar que não vai se deixar abalar por um ou outro erro que venha a cometer nesse seu começo de trajetória no time. 

Jones já faz até alguns dos torcedores mais precavidos considerarem a compra de uma camisa 10 dos Patriots. 

Está na hora de Belichick e McDaniels perceberem que esse time só irá adiante se for pelas mãos do jovem quarterback.


Imagem de capa de Elsa/Getty Images.

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