Raio X: Defesa contra o jogo corrido

Semana após semana, a defesa dos Patriots vem se ajustando e aos poucos, se tornando mais confiável ao torcedor. No último jogo, já vimos uma melhora considerável da secundária Patriota por exemplo. Porém, o que ainda falta ser ajustado é a defesa contra o jogo corrido.

Vamos então, entender como acontecem as corridas dos adversário em 2017.

Raio X: Defesa contra o jogo corrido

Após a semana 11, com a partida contra Oakland, os Patriots se encontram na vigésima quarta posição entre as 32 equipes quando falamos de jardas terrestres cedidas. São 1.199 jardas em 10 jogos, o que dá uma média de 119.9 jardas por jogo.

2017 vs anos anteriores

Comparando com anos anteriores, em posicionamento na liga, não estamos tão diferentes. Ano passado, terminamos em vigésimo nono no geral e em 2015 e 2014 em vigésimo quarto dentre os 32.

Porém em jardas, vemos que a performance é bem pior. 2016 cedeu um total de 1.417 jardas. Em 2015, foram 1.580 e em 2014 1.669 ao fim da temporada regular. A previsão desse ano é de assustadoras 1.918 jardas terrestres sofridas ao final da semana 17.

Por onde as corridas acontecem

Raio X defesa contra a corrida 2017

Na imagem acima, podemos ver os números separados por gaps (espaços entre os jogadores da OL em que a corrida pode acontecer).

E vemos que do meio para o lado direito da linha ofensiva (meio para o lado esquerdo da defesa), é onde os números se destacam para o negativo.

A corrida atrás do center, foi a jogada mais utilizada pelos ataques adversários, tendo sido 32% das jogadas.

Essa mesma ação, foi a que mais tirou jardas da nossa defesa, sendo 30% do total do território terrestre, acontecido atrás do center pelo meio.

O gap entre o guard direito e o right tackle, foi o segundo mais utilizado, e a ponta direita por fora dos tackles, a próxima escolha dos running backs.

O interior da linha no lado direito, foi o menos responsável tanto pelo número de jogadas, quanto pelas jardas cedidas.

Entendendo o corte de Cassius Marsh

Marsh chegou nesta temporada em New England para ocupar uma função necessitada na defesa.

Deatrich Wise, o outro defensive end pela esquerda, já chegou com a grande característica de ser um pass rusher, ou seja, um jogador que tem em sua especialidade ir atrás de QBs. Portanto, Marsh, que praticamente dividiu os snaps com Wise, tinha como grande responsabilidade trabalhar contra o jogo corrido.

E é onde Marsh atuou, que a média por corrida foi espantosamente alta. As 8.1 jardas são a maior média de todos os gaps, sendo quase 5 jardas a mais do que a do gap mais próximo.

Quando olhamos para a média neste gap, em jogadas de segundo down (momento em que Marsh mais atuou), a média sobe para inacreditáveis 13.2 jardas por corrida.


Olhando para esses números, entendemos que o corte de Cassius Marsh não foi uma decisão difícil para Belichick tomar.

Percebemos também, como o jogo abaixo normal do DT Alan Branch, faz falta na linha de defesa dos Patriots. Alan foi no ano passado, o grande responsável por parar essas corridas no centro do campo.

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Dados obtidos no site NFL Savant.

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